
Quando alguém passa por cima dos outros, sem olhar a meios para chegar ao topo, acredito que uma pedrinha lá em cima (se lá chegar), a fará escorregar. E o tombo será grande...
Ultimamente as conversas sobre o casamento têm sido muito frequentes.
Dúvidas, certezas, suposições… O da igreja, na praia, num jardim com um lindo altar com uma portada de flores, o sem padre, o do cartório, o somente viver juntos. As vivências a dois, as discussões, os perdões, a paciência, o ter a certeza que é para sempre, a terapia quando as coisas os problemas são uma constante… (a parte da terapia foi controversa).
Conhecer pessoas da mesma idade que casaram, tiveram filhos, e estão na “melhor fase da sua vida” faz-nos pensar que estamos a ficar para trás. Ou estarão elas muito adiantadas?
Estou a ficar preocupada, as conversas parvas sobre trivialidades estão a dar lugar a coisas sérias (também com muitos risos pelo meio).
Estou bem como estou. Claro que pensar no futuro fez sempre parte do meu passado e presente e este assunto é inevitável. Estou a sentir-me a crescer mas tenho a certeza que o casamento, se vier, ainda demorará.
Este tempo não se decide. Chuva, vento, calmaria.
A única opção é ficar em casa. O que é óptimo porque o sofá, a manta, um chá (dos Açores, claro), um filme lamechas prometem um dia tranquilo. O típico dia que adoro.
Mas a tese chama por mim (as palavras do meu querido orientador ressoam na minha cabeça “Tens que começar a escrever!”);
Os relatórios chamam por mim (mas tudo o que não me apetece é formatar fotos e radiografias);
Uma apresentação grita por mim (tal como vai gritar o prof. Z.A. a fazer perguntas que não lembram ao menino Jesus).
E por falar em menino Jesus a troca de presentes está mesmo aí. Preciso de ideias. Meter-me num shopping a abarrotar torna o meu sofá o céu. A Baixa seria uma opção bastante boa se este tempo se dispusesse a resolver-se pela cura.