Mal acordei e abri a janela e vi os pequenos floquinhos brancos foi mágico. Esbocei um sorriso enorme que sei que vai durar o dia todo. Pode parecer estúpido mas a sensação é óptima :)
É surpreendente como as pequenas coisas nos conseguem trazer uma alegria espontânea.
O inicio do ano já me faz prever muita felicidade durante o ano inteiro! Estou feliz :)
Os inimigos dos nossos amigos são nossos inimigos.
Será?
Não gosto de alguns amigos de amigos meus. Talvez por já ter tido experiências em que me aproximei de pessoas por serem amigas de amigos meus mas depois a coisa deu para o torto para todos os lados. Agora já penso duas vezes quando a primeira impressão (que comigo não costuma falhar) não é grande coisa.
Mas ser amiga de um inimigo de alguém de quem gostamos pode ser muito desconfortável. Primeiro estamos “com o pé atrás” e tudo o que el@ diz ou faz pensamos nas intenções ou se evita o assunto mas pode continuar a ser estranho, a imparcialidade não existe nestes casos… E estaremos a ser fiéis à amizade anterior? Alguém que magoa alguém que gostamos também nos magoa a nós.
Sempre fui muito cautelosa com a net e não deixo que me identifiquem facilmente. Com tanta história macabra sou apologista de não facilitar.
Normalmente até nem tenho muitos pedidos de amizade no face de quem não conheço e acabo por os rejeitar. Tal é o meu espanto quando hoje recebo dois pedidos no mesmo dia deste género.
Um deles de um filipino com o mesmo apelido que eu que acha muito interessante contactar com pessoas de todo o mundo tendo em comum o apelido. Ainda se deu ao trabalho de me escrever uma mensagem a explicar isso tudo. Parece-me pouco interessante começar a falar com uma pessoa só porque tem o mesmo nome que eu. Para além de ser um tema redutor não faço questão de descobrir familiares pelo mundo fora nem parece ter muito em comum com um senhor com aparentemente mais de 10 anos que eu, longe no mapa, com uma filha… Apeteceu-me logo carregar no ignorar.
O outro pedido era bem diferente. Alguém mais ou menos da minha idade (mais novo), a estudar numa faculdade a dois passos da minha e a morar a um atravessar de rua de distância. Fiquei a pensar se já o tinha visto e não me lembro. Cada vez me irrito mais com a minha incapacidade de fixar caras. Estive a ver os amigos e só conheço uma colega que não suporto. E manda-se um pedido de amizade numa rede social porque se cruza com alguém? Neste caso apeteceu-me aceitar mas fiquei com receio. Ele pode até nem me contactar e ficar a ter acesso a coisas minhas que partilho com os meus amigos e conhecidos reais.
O que distingue os dois? São ambos desconhecidos. Por que me era mais fácil rejeitar o primeiro que o segundo, racionalmente não devia ser ao contrário?
E o pedido do segundo não podia ser mais oportuno agora que vou passar muito menos tempo na faculdade nem posso estar à procura…
Hoje ouvi esta história de alguém, tal como eu, que tem as crianças como pequenos adultos com pensamentos próprios. Achei deliciosa.
“Era sistemático. Todos os dias, antes do jantar, o Manel ia ao armário das bolachas. Todos os dias a mãe ralhava ao Manel:
- Manel, vais ao armário das bolachas?
- Sim.
- A mãe já disse que não podes comer bolachas antes do jantar senão não consegues jantar em condições.
O Manel ouvia, olhava para o chão, olhava para a mãe e esta não resistia e lá lhe deixava comer uma bolacha. Mas o Manel não se contentava com uma. Instantes depois de sair da cozinha voltava em direcção ao local proibido.
- Manel, vais ao armário das bolachas?
- Sim.
- Ó Manel não comes mais bolachas hoje, já te expliquei como funciona.
O Manel recuava e voltava a sair.
Foi assim durante vários dias até que:
- Manel, vais ao armário das bolachas?
- Sim.
- A mãe já disse que não podes comer bolachas antes do jantar senão não consegues jantar em condições.
O Manel ouviu, e sabendo lá comeu a bolacha. Saiu da cozinha e instantes depois:
- Manel, vais ao armário das bolachas?
- Não mãe. Queria te contar uma história.
A mãe estranhando pegou nele sentou-o na bancada para ouvir a história.
- Era uma vez um menino que gotava muito de bolachas e quando ele ia ao armário da cozinha buscar uma bolacha a mãe zangava. A mãe dava só uma bolacha e ele ia embora. Mas ele gotava muito de bolachas e voltava e a mãe voltava a zangar com o menino e o menino dizeu “Estúpida”.”
É surpreendente como as crianças são subtis e como podem ensinar os adultos.