Como é possível ter-me escapado a época das galinhas e dos coelhos?
E as maravilhas de chocolate? Afinal parece que o esforço está a valer a pena.
Os meus padrinhos costumam sempre comprar um miminho que envolva ninhos e ovinhos. Adoro. Este ano não vou estar com eles mas já sei que quando lá for vai estar à minha espera. Sem os ovos que entretanto o meu pai come-os. A filha tem mesmo a quem sair.
Só aceitamos uma verdade quando primeiro a negámos. Não devemos fugir do nosso próprio destino. A mão de Deus é infinitamente generosa, apesar do Seu rigor.
Paulo Coelho in “O Alquimista”
Já neguei a minha verdade mas já a estou a aceitar.
Estou à espera do meu destino mas hoje já dei o primeiro passo.
Tenho uma amiga que namora com um gémeo idêntico. Os manos são iguaizinhos, até nos óculos.
Confidenciava-me que não acha muita piada e que gostaria muito mais se o namorado não tivesse um irmão idêntico. Claro que ela os sabe distinguir mas mesmo assim há situações que a deixa muito desconfortável. Não quis desenvolver e eu respeitei porque pareceu ser um assunto delicado.
Não serão as pessoas as causadoras deste incómodo? Pelas perguntas e comentários que fazem mesmo que seja para “fazer conversa”. Não estará implementado na cabeça das pessoas que os gémeos não têm muita individualidade? Nunca convivi de perto com nenhum gémeo e a ideia que tenho é que toda a gente pergunta se eles fazem e pensam de forma semelhante. São pessoas que têm uma relação muito especial mas são assim tão análogas?
A ligação que começa na barriga da mãe parece ser o ponto de encontro mais precoce que com as outras pessoas. O facto de conviverem na mesma casa, com as mesmas pessoas, com a mesma educação também pode contribuir para o vínculo forte.
Mas há coisas que não nunca poderão ser idênticas mesmo em pessoas aparentemente iguais.
Debaixo de um sol óptimo saltitamos de loja em loja.
Experimentamos, rimos. Não compramos mais porque estamos cientes do PEC.
Escolhemos restaurantes e o almoço prolongou-se numa conversa animada que nos embalava entre o passado e o futuro.
Mais compras e boas notícias e chego a casa com sacos na mão e penso como foi bom. (E nas coisas que ficaram a chamar por mim que quero esquecer.)
Logo à noite volto à faculdade. Vamos ver se os reencontros serão igualmente agradáveis e não fingidos. Vamos ver se aquele meu professor favorito, razão da minha ida, vai estar de bata e com as mãos nos bolsos se bem que qualquer coisinha lhe fica a matar.
Daquele que custa avançar, que a cada passo a alma gela.
Daquele que dá medo prosseguir o caminho.
Onde olhamos para cima e não vemos aquilo que queríamos porque não conseguimos ver nada.
Onde parece que estou a viver num estranho sonho, num cenário e tempo desfasado. No entanto, apesar de não nos situarmos, sabemos que inevitavelmente vai acontecer alguma coisa. O levantamento deste nevoeiro ou a queda.
Agarra-nos desde o primeiro segundo até ao último.
Sustemos a respiração, fechamos o punho, cerramos os dentes, saltámos, torcemos pelos “bons” e queremos esganar o “mau” embora o sir Anthony nos faça pensar duas vezes.
O final é incerto até ao último momento.
Actores fantásticos. Cada vez adoro mais o senhor Anthony Hopkins e quando faz de mau então é soberbo. O Ryan Goslingtambém esteve à altura. As mulheres, lindas.
De uma inteligência memorável.
Sem mais palavras.
(A SIC estava de parabéns por ter escolhido um filme como este para domingo à tarde mas o programa da Bárbara Guimarães é tão mau que afastou os elogios. Nem merece comentários de quem não aguentou 5 segundos).
Sou uma gulosa tão grande que se houvesse prémio eu ganhava (e tal como a querida Sandra ia recebê-lo). Nestas últimas semanas acho que como mais doces do que propriamente comida a sério. Mas desde que tomei consciência ando a reduzir porque parar assim de um momento para o outro dá mau resultado. Difícil deixar de fumar? E largar o chocolate?
Para melhorar ainda mais as coisas não é que estas “vizinhas da blogosfera” tiveram uma ideia genial? Principalmente para os portugueses. Importar os lindos cupcakes directamente de NY (onde a Carrie do Sexo e a Cidade os lambe graciosamente ou até a Marie Antoinette) mas fazê-los à lá mano? Sem conservantes, corantes artificiais e E-331 que só fazem mal à saúde. Para além disso ainda são elas que os entregam na sua casinha nas lindas caixinhas personalizadas. Obrigada meninas!
Anda uma pessoa a tentar segurar-se e depois surgem destas coisas BOAS.
Toda a gente sabe que umas das minhas perdições são as malas. Não tenho as que gostaria mas um dia terei (se isso for possível).
Descobri estas e adorei o conceito. São feitas à mão, de pele mesmo mas daquela “reciclada”, um conceito totalmente português e giríssimas. Só estou à espera é de saber o preço que não encontro em lado nenhum. Afinal preciso de fazer previsões para as economias. Se o sr. Teixeira dos Santos sabe como é que sou tão poupadinha ainda me convida para conselheira de Estado. E aí já podia conhecer o sr. PM, ao vivo. Isso é que era mesmo bom.
(Estou impressionada como um pensamento sobre malas acaba no sr. Sócrates. Que cabecinha a minha…)
Não é que Sandra Bullock fez questão de receber o Razzie para melhor actriz no All about Steve? (Notícia aqui)
Adoro a Sandra. Tanto em comédias como em filmes mais sérios. Realmente este não vale nada mas será que merecia? Definitivamente não. Mesmo assim ela como excelente actriz que é ainda sobressaiu naquela confusão. É com estas que se vê no que dá as más escolhas.
O facto de ter lá ido pessoalmente receber é corajoso. Apareceu sem preconceitos e ainda fez humor sobre isso. É assumir-se, é saber rir-se de si própria e não ter vergonha.
Como dá para perceber gosto imenso de relembrar momentos da minha infância e adolescência. Olhando para trás foram óptimos momentos. Claro que houve alturas em que parecia que o mundo ia desabar mas fez parte do exagero de fases que toda a gente vive. Os momentos maus existiram mas os bons camuflaram-nos e sobressaíram-se.
É por isso que o caso do menino que se atirou ao rio porque já estava farto não me sai da cabeça. Aquela criança não suportou os abusos sucessivos na sua fresca vida. E não foram adultos que os causaram. Foram igualmente crianças. Será a malvadez algo inato? Como se explica que existam pessoas mesmo que pequeninas tão más que perseguem e têm necessidade de provocar o mal aos outros? Dizem que as crianças são cruéis. Tentar contra a saúde física ou mental dos outros é muito cruel. Fazer com que eles próprios se culpabilizem é atroz.
E onde andam os adultos? A família do abusado, a do abusador, os auxiliares escolares, professores, directores? Por que é que têm que ser outras crianças a defender o amigo? Porque estas não têm medo de represálias, de trabalho a denunciar, de os demover de disparates de por termo à vida, de lutar. Mas serão capazes de actos eficazes? Terão a maturidade necessária para a resolução sem sequelas? Quero acreditar que o serão muitas vezes mas noutras não. Estes não fecham os olhos nem viram a cara ao problema. É triste verificar que a sociedade se demitiu de todos os valores que sejam referentes aos outros. Muitos será por medo. Houve uma inversão de pressupostos e os adultos têm medo das crianças.
Como será o futuro destas crianças? Das que sofrem, das que se divertem com o sofrimento dos outros? Serão adultos saudáveis?
E que motivos despoletam estas acções? Inveja. Ser diferente. São as diferenças que nos tornam especiais. A pessoa é singular e não plural.
Quando andava na escola também havia bullying. Havia imensos grupinhos mas na generalidade as coisas resolviam-se bem. Por haver imensos geeks, populares, betos, todos acabavam por saber que todos tinham a sua individualidade e as coisas não eram sustentadas. O que mudou?
A minha primeira cassete de desenhos animados. Foi modo repeat vezes e vezes sem conta. Sabia as falas de cor e salteado. Ia para a escola a cantarolar as músicas todas.
Adorava o Timon, o Pumba, a Nala, o Zazu e todos todos. Partilhava a alegria com a minha colega de carteira de madeira que tinha o estojo, canetas e chegou a ter a mochila com o tema. Distraia-nos no meio do giz e até mesmo no intervalo.
Adoro rever e após tanto tempo ainda recordar palavras, gestos, sorrisos…
Ainda hoje perco-me com desenhos animados. Têm sempre uma lição que aos adultos faz pensar e juntamente com os mais pequenos sonhar. Valores como a amizade, a luta por ideais, o amor, a sinceridade, a bondade nunca são demais evocar.
Porque toda a nossa infância marca-nos o futuro: Hakuna matata!
Depois do último desabafo (e de outros) o meu mau feitio veio ao de cima.
E porque sou uma menina que a explosão faz muito bem depois a paz volta ao meu reino. E o sorriso volta. Porque há coisas boas e pessoas boas e momentos óptimos.
Estou sem paciência nenhuma para coisas pequeninas. Para pessoas pequeninas. Para acontecimentos pequeninos. Para rodeios. Para mentiras.
Querem gritar, gritem. Querem falar mal, falem. Querem dizer-me alguma coisa, força! Mas deixem-se de sorrisos ao longe exagerados, de palavreados floreados, de perguntas com rasteiras.
A paciência tem limites e de santa tenho muito pouco (mesmo nadinha).
Fica aqui o aviso para quem (felizmente) não sabe da existência deste local.
Outra razão para não ir logo à noite é o jogo da selecção.
E ia eu perder a coreografia feita por uns miúdos do I’ve got a feeling?
I’ve got a feeling que ficarei bem melhor a gritar GOOOOOLLLOOO de preferência várias vezes. Podia era ser contra a Inglaterra, Alemanha, Espanha… as vistas eram bem melhores.
Toda a gente acha estranho que eu veja jogos do campeonato de outros países, os jogos olímpicos... Não sou de clubismos mas gosto de ver bons jogos. E não só futebol. Ténis, voleibol, ginástica, natação e muito mais. Gosto e pronto.
Voltando à selecção. Estou para ver como se vão portar. Cheira-me que o Deco vai fazer muita falta mas é só um feeling. O mister Queirós já atinava com as tácticas, alguns meninos deixavam de estar mais preocupados com os diamantes e cabelinhos do que a bolinha nas redes e era bonito uns golitos aos chinocas para animar a malta. Sim? Se começam a perder agora já ninguém acredita em Junho, né?
Há umas pessoas que andam para combinar um jantar de despedida do curso há já algum tempo. Pormenor: só vai uma parte muito reduzida do curso porque ninguém demonstrou muita vontade.
Combinaram para um dia qualquer há mais ou menos duas semanas mas havia desistências. Pormenor: há pessoas a quem a presença ou ausência não importam, outras são indispensáveis porque sem elas não se pode jantar.
Acabaram de me mandar sms a comunicar que o jantar será esta noite. Pormenor: será em casa de uma pessoa que passou de uma das minhas melhores amigas para alguém que não me importo se nunca mais vir.
Facto: não vou. Apesar de me dar pena não estar com pessoas que me farão falta sinto que o incómodo das conversas de conveniência a tentar descobrir como serão as coisas daqui para a frente com um tom de falsa delicadeza, sorrisos amarelos e votos de felicidades incertos se sobressair-se-ão. Já para não falar do sucesso garantido apregoado aos quatro ventos por alguém que necessita de se exaltar.
Pormenor: tenho a certeza que irei reencontrar e ter óptimos momentos com alguém que me queira realmente bem sem se preocupar com detalhes.
Não sei o que me anda a dar mas nos últimos dias não me tenho importado de me dedicar aos afazeres do lar. Se calhar até sei e é o tempo livre.
Tratar da roupa, do comer, da cozinha. Com o novo amaciador do pingo doce de lavanda e camomila até dá gosto por a roupa a secar dada a propagação do perfume suave. O limpar não é bem assim. Também não podia ficar uma fada assim de um momento para o outro. Com sorte ainda chego lá até porque a alergia ao pó complica as coisas mas a ajuda nem sempre existe.
O I. com isso é que tem abusado. Vê as coisas feitas e até chega tarde, não pergunta se preciso de ajuda com alguma coisa, está muitas vezes ao telefone (será miúda? As namoradas do mano são aquela coisa que não quero nem saber enquanto não for sério). Agora pode se dar ao luxo de ir fazendo as coisas como lhe dá melhor jeito. Quero é vê-lo daqui a um mês a morar sozinho. Ele e (como andam as previsões) eu.
Acordei tarde e por ser tarde levantei-me muito rápido. Só depois pensei que não tenho nada de importante para fazer e todo o tempo do mundo (pelo menos hoje). Não melhorou.
Ouvi o alerta do mau tempo nos Açores. Liguei e apesar da rede estar má o “Está tudo bem” confortou um bocadinho.
O correio chegou e com ele o que ansiava há uns dias. É oficial, as probabilidades de ser como desejava diminuíram. Será que no entretanto as conjunturas alteram-se? Se calhar o “it was meant to be” é que vai valer no final. A espera continua. Mesmo assim não acho que seja o motivo para esta impressão imoderada.
O amontoar destes dias vãos começa a pesar. O torpor acumula-se e o usufruir deles torna-se dificilmente esquivo. Modificar é complicado. Quero acreditar que seja esta a razão.
Há dias dizia a uma amiga que é raro não gostar de um filme.
Deve ser por não ser esquisita que gostei deste.
A fotografia é muito boa e a música com género inesperado.
As meninas ficam com as “vistas” lavadinhas porque os elementos masculinos não são nada de se deitar fora e isso ajuda bastante ao sucesso. O Nate do Gossip Girl faz uma perninha mas há para todos os gostos.
Mais uma fita para não me lembrar (como quase todas) daqui as uns tempos e quem sabe rever.
É engraçado como foi escrito há uns séculos atrás e faz um sentido tremendo hoje.
Um livro que já me estava a acompanhar há algum tempo, aquele que andava a saborear lentamente.
E custou-me imenso acabá-lo. Queria se prolongasse ainda mais. Queria continuar a deleitar-me com cada frase, cada palavra. Daqueles livros onde cada vírgula faz sentido.
Onde paramos a cada ponto para reflectir. Para rir, para chorar, para pensar muito.
Ao ouvir pela primeira vez a explicação da teoria da evolução das espécies nunca pensei que fizesse sentido a outros níveis. Estava sentada numa secretária ao lado da minha amiga SD, católica extrema, que me chegou a segredar que não acreditava em nada do que não fosse a criação do Homem por Deus. Preferi continuar a ouvir professora entusiasta do que ligar ao que ela dizia.
Hoje penso que a selecção natural ocorre a cada momento na nossa vida. Entusiasmos, escolhas, pretensões, inibições, opções, desejos, aspirações, desilusões, fazem que cada instante seja selecto, único. Nós próprios sofremos provas para que no final sejamos o exemplo darwiniano.
A verdadeira busca da perfeição imperfeita para conseguirmo-nos adaptar.