Talvez por ser desconcertante, por não ser o habitual, pelas pessoas não agirem conforme “os padrões sociais”, fazerem a "coisa certa" afinal pouca gente o faz.
Adorei o humor e as interpretações excepcionais (os actores que interpretam o Mark e o Eduardo principalmente). E se restavam dúvidas que o David Fincher é genial (eu não as tinha) estas esvoaçam-se.
Senti-me pequenina mas não me incomoda. Talvez devido ao tema polémico e tão actual.
Gostei mesmo mas também acho que muita gente não vá achar piada nenhuma.
Sim, o planeta é de todos e se todos fizerem a sua parte as coisas não serão tão más para os que vierem depois de nós. Afinal são pequeninas coisas que não custam nada.
Nessa onda, achei uma boa ideia os jarros purificadores de água. Poupa-se plástico e pode-se beber água que vem da torneira.
Não é que o meu pai que já estava quase a ser convencido, pelos óptimos ecologistas que são os filhotes, me diz que viu uma reportagem em que a DECO declara que é tudo um embuste, que os filtros são uma ilusão e não filtram nada.
A dúvida instalou-se. Pensei que os filtros vendidos nos chineses podem ser mesmo uma marosca mas não haverá uma certificação adequada? Ou terá sido a indústria de engarrafamento de águas que lançou a polémica com a possibilidade de afecção do negócio milionário?
Tenho que investigar mas agora persuadir o papá vai ser muito mais difícil…
Não gosto de dizer que as tecnologias estão a ultrapassar-me.
Sinto, ao assumir, que estou a ficar velha. E recuso-me a tal!
Mas o certo é que há certas coisas que não consigo acompanhar. Porque não quis e agora já estão um passo à frente.
Muitas vezes até tenho que pedir para me “explicarem como se fosse muito burra”. Valha-nos a simpatia e óptima capacidade de comunicação de certos vendedores que das duas uma: ou me tratam mesmo como uma burra, mas pronto até fico a perceber; ou então ainda sabem menos que eu.
Os meus telemóveis ainda não são touch nem têm aqueles softwares complicados. Não sei a causa do alarido com o iPhone quando ele me parece igual aos outros todos nem com Blackberry que com aquelas teclas minúsculas parece-me sempre que mesmo com os meus delicados dedinhos vou teclar sempre mais que uma ao mesmo tempo.
Não sei a utilidade do iPad. Dá para ler livros. Chamem-me antiquada mas gosto de livros papel. Dizem-me que é menos ecológico. Será? Todo aquele lítio nas baterias pode ser reciclado, e a energia para o carregar não tem origem eléctrica que na sua maioria vem de fontes não renováveis? Eu e o papel temos uma óptima relação. Já quando estudava e os professores insistiam em slides tudo menos imprimíveis tinha que estudar pelo computador. Era um suplício. Estudo a sério tem que ter papel, cores, canetas, lápis, marcadores e tudo muito sublinhado e com anotações e esquemas (desenhos também) à mistura.
Gosto de GPS. São úteis e parecem-me fáceis de utilizar.
Não percebo a mania dos gadgets (lembro-me sempre do Inspector Gadget). Ir a Nova Iorque comprar o novo modelo de não sei o quê que só vai ser lançado não sei quando em Portugal. Mas não tem a aplicação X e Y porque estas estão limitadas geograficamente.
Gosto da Wii. Gosto do Meo. Também são coisas inovadoras. Gosto dos fornos com auto-limpeza e dos congeladores sem gelo. São muito úteis.
Vou parar por aqui. Ainda me acusam de anti-publicidade!
A imagem ainda não é deste ano e apesar de um bocadinho desfocada mas não resisti à ponte D. Luis I como pano de fundo (e como eu gostava de ter este pano de fundo neste momento...). Mesmo assim fica o link para quem estiver interessado na Daddy Cool deste Natal.
Só se começa com a certeza que é mesmo época natalícia com a chegada da grande figura do Natal aos anúncios de TV.
Engana-se quem pensa que me estou a referir ao velhote de barbas brancas que trás presentes. As crianças de hoje reconhecem outro ícone: a Popota!
Só vi o novo anúncio hoje mas, como nos últimos anos, sem palavras…
Agora só fica mesmo a faltar a Leopoldina.
*já estou mesmo a ver que quando chegar mesmo mesmo a altura vou falar de outra coisa qualquer
Não é que as iluminações/decorações de Natal nas ruas de Ponta Delgada começaram em Setembro!
Estou ainda de t-shirt e vejo já bolas, presentinhos, luzes e pais-natais…
Dizem que é da crise. Para não colocarem os trabalhadores do município a fazer horas extra.
Resultado: os presentinhos já estão a ser desembrulhados pelo ventinho agradável e quando este se transformar em rajadas poderosas vão cair do céu embrulhos gigantes, literalmente!
E aí para compor os estragos as horas extra não vão poder ser desculpa.
A crise parece ser também desculpa para o fraco gosto decorativo. Parece que aproveitaram os restos das decorações dos outros anos nas últimas décadas e cada rua tem uma cor diferente.
Sem dúvida, vai ser um Natal com muita diversidade e bem colorido.
Eu sei que as coisas na sua época têm (melhor) sabor que noutra altura não.
Mas não resisti até porque foi de chocolate e tradicional tradicional só aquele com as frutas todas cristalizadas. Assim não conta, certo? Até porque não senti o cheirinho a Natal. Foi mais gulodice do que outra coisa… Não resisto ao chocolate, mea culpa!
Conduzi até casa, o caminho todo, a cantar. O sol estava a pôr-se e o alaranjado do céu era lindo. De um lado o mar, do outro, um verde pintalgado de branco.
A mudança da hora fez-me relembrar as cores do anoitecer mais frio.
Há momentos que queremos tirar uma foto cerebral e guardar. Limpei os pensamentos e desfrutei do quadro pintado com as minhas cores.
Nasci no “dia das castanhas e do vinho”. Mas nunca fui fã das castanhas (já do vinho...).
Mas agora deu-me uma vontade enorme de sentir o calor dos carrinhos, dos vendedores das castanhas. Confesso que nunca comprei mas sempre achei muito giro. Cá não existem.
Pressinto que se fosse agora ao Porto ia de propósito passear a Santa Catarina. Saía no metro do Bolhão e comprava lá um cone (não sei se é assim que se diz…) feito de jornal ou páginas amarelas. O mais certo era nem comê-las mas sentir-lhes o calor nas mãos geladas apesar das luvas, cheirar-lhes, senti-las estalar. E depois perder-me nos recantos daquela rua de que tanto sinto falta.
Hoje fui à segurança social e o senhor que me atendeu tinha uma imagem no mínimo peculiar.
A primeira coisa que reparei foi no relógio enorme Armani. Até aqui tudo bem, eu até gosto de relógios grandes, estilo masculino, e ando a pensar comprar um. Mas não era assim tão masculino e a pulseira era em pele amarelo-canário.
Mas o senhor dava a noção de saber bem o que está na moda porque combinou a sua camisa roxa de colarinho bastante aberto com a calça preta clássica mas mais para o justo. O melhor é que andava de maneira a achar-se o máximo. Quando foi tirar uma cópia olhou para os sapatos e cruzou os pés a sentir-se no topo da cadeia fashion. Confiança acima de tudo!
O acessório mais in era, sem dúvida, o creme anti-herpético no cimo do lábio superior. Dava um estilo único e impossível de não reparar já que nos 5 minutos que lá estive ele passou-lhe com o dedo umas 15 vezes.
Adoro receber cartas. Adoro o romantismo associado às cartas.
Estou sempre a espreitar o carteiro.
Entusiasmo-me a ver o remetente, a rasgar o envelope, a desdobrar cuidadosamente o conteúdo…
Infelizmente não recebo tantas como gostaria. As contas e a publicidade são quase a totalidade de um meio que não acho antiquado de todo.
Gosto também de as enviar. Tenho pena é que os selos tenham perdido o formato com bordos picotados. Para mim perderam o carácter.
Em miúda, lembro-me de ter conjuntos de escrita de cartas com envelopes e papel a condizer com motivos florais, coisas de menina prendada, e adorava-os. Escrevia às bonecas, aos desenhos animados… A carta ao Pai-Natal é que teve uma época muito restrita. Fazia-me confusão sobrecarregar de trabalhos um velhote fofo que deveria passar o Natal tranquilamente.
A minha paixão chegou a tal ponto que até já quis trabalhar num posto dos correios. Mas depressa desisti porque as cartas não seriam para mim e não podia ter o prazer de as abrir, de lhes dar a capacidade de me surpreender.
Estou distante de muitas pessoas que considero muito presentes.
Posso estar perto de alguém e estar muito distante.
Aproximei-me de pessoas depois de estar longe fisicamente. Mesmo depois de ter convivido imenso tempo com elas, agora que estou longe, sinto-as mais próximas.
Há pessoas que sinto longínquas. Foram/estiveram muito próximas mas a distância afastou-as.
Até mesmo a olhar nos olhos posso sentir a distância. Porque simplesmente escolhemos que fosse assim mas não ousamos dizer.
E o amor à distância?
Há quem diga que se for mesmo amor este suporta tudo e pode até mesmo ser fortalecido.
Comecei a pensar como era antigamente, sem telemóveis, nem internet. As mulheres dos baleeiros podiam estar mais de três anos sem notícias dos maridos e teriam muita sorte em receber alguma carta neste espaço de tempo. E o mesmo com os soldados que iam para a guerra. O certo é que a chegada era muito festejada. Será que sempre? As histórias contadas têm sempre finais felizes (agora com os telejornais não é bem a mesma coisa).
Será que hoje em dia pode ser assim? Não contactar com o(a) seu(a) amado(a) durante anos é impensável. O estranho é que o nível das relações não pode ser também comparado. E as distâncias entre pessoas que vivem na mesma casa podem ultrapassar os vários quilómetros. Seria de esperar que com todos os meios que “encurtam as distâncias” essas não se tornassem maiores. A realidade não é bem essa.
No fundo, só interessa saber a que distância está o alguém que está no nosso pensamento. Nele a distância anula-se e será alguém sempre presente. Pelo menos em nós.
A minha mãe quer que encha o carro novo com mil e um “adereços” contra a má-sorte, mau olhado, protecção divina, etc.
Mas hoje enquanto ia a conduzir e exactamente enquanto pensava nisso não é que o vidro não queria fechar?! Foi um sinal?! Será melhor não correr riscos nem com vidros com a mania que podem fazer o que lhe apetece (raio de coisas electrónicas sempre a avariar).
Vou ter mesmo que lhe fazer a vontade porque se algo acontecer (três vezes na madeira) a culpa não seja atribuída à falta de consideração. Mas vai ter que estar tudo bem escondidinho porque gosto pouco de coisas penduradas e desarrumadas num carro.
Não gosto de superstições mas ao mesmo tempo fico com apreensão de arriscar.
Não me importo de passar por baixo de escadas, os gatos pretos são-me indiferentes, já parti um espelho… Não considero que tenha ficado azarada.
Mas quando estou à espera de alguma coisa importante tenho receio de falar nela enquanto não tiver a certeza. Fico ansiosa e quero guardá-la mas a possibilidade de não acontecer deixa que as dúvidas apoderem-se do estado. Enquanto espero acabará por chegar. E se for positiva a alegria de contar será maior.
Às vezes a coragem para arriscarmos pode partir dos outros.
Quando todos os que gostam de nós nos encorajam para determinada realidade é porque pensam que somos capazes. Mesmo que depois se revele um fracasso fomos arrojados o suficiente e a experiência terá valido a pena nem que tenha sido somente para sabermos, nós próprios, a não duvidar daquilo que estamos aptos. Para nos conhecermos melhor.
Gosto de comédias românticas porque sei sempre como acabam.
Ando a ler um livro sobre o amor impossível de um padre com uma mulher mais nova. E estou a adorar. Gosto da linguagem, do espaço, e a história só pode terminar de duas formas. É a típica narrativa do amor impossível mas ainda vou à procura de figuras de estilo, de pequenos apontamentos que fazem prever o desfecho, ainda me entusiasma.
Gosto da pressuposição. Não gosto de grandes surpresas. Não sei reagir.
Sinto-me mal com a estranheza e não me dou bem com a indefinição do amanhã.
Suponho que seja um defeito.
Ou então ainda não fui (agradavelmente) surpreendida para mudar de opinião.
Estou com a sensação que estão a tentar dar-me a volta. Começou com um pedido de uma coisa minha mas aquando de um aprofundar (subtil) do objectivo não obtive resposta.
Costumo ter razão nas desconfianças afinal porque não há fumo sem fogo mas não quero acreditar porque tenho muita consideração por esta pessoa.
Acho que vou pegar na minha imaginação e inventar qualquer coisa para descobrir o que exactamente se passa. Não aguento ficar na dúvida. E acho bem estar enganada porque detesto que façam de mim parva!
Apesar de esta semana ter um cheiro a sexta-feira continuo de mau-humor.
Por nada em especial. Porque sei que é segunda…
Será geral ou a segunda-feira está mesmo destinada a ser um ódio de estimação? Afinal as coisas boas também podem acontecer a este dia e as más nos outros todos…
O bom é que fiz tudo o que queria e tinha mesmo que fazer e em menos tempo do que previa.
Acho que sou mesmo eu a implicar… Há dias assim… E se é para implicar contem comigo, principalmente se for segunda-feira.
“Daqui a um ano, se continuarmos sem ninguém, tentamos nós.”
Sempre que oiço algo semelhante penso se seria capaz.
Pressupondo que se tratam de amigos, as amizades que “evoluem” podem ser perigosas. As coisas podem nunca voltar a ser as mesmas e não necessariamente acabarem melhor. É certo que nunca saberemos enquanto não experimentarmos mas é inevitável pensar que não queremos nunca perder o que temos com alguém que é tão importante para nós. Tornarmo-nos namorados de ex-amigos é mais doloroso e comum do que ser-mos amigos de ex-namorados. Valerá a pena sacrificar um pequeno amor por grande amizade?
E se afinal aquela pessoa sempre lá esteve porque é que nunca aconteceu? Teremos que impingir ao destino para que ele se sentenceie e decida a favor daquilo que nem nós temos a certeza, de que duvidamos?
Outra questão importante é darmos um limite a nós próprios para “encontrar o príncipe”. Com isso, deixa logo de haver um curso natural das coisas, com o seu tempo próprio, sem pressões nem pressas.
A palavra resignação não me sai da cabeça. Estaremos a acomodarmo-nos quando deixamos ou simplesmente desistimos de procurar? Estaremos a contentarmo-nos perante o desalento ou tudo se resume somente à coragem de querer arriscar?
Adoro-a mas esta música em particular contagia-me. Faz-me mexer, irremediavelmente.
Há dias que armo-me em bailarina contemporânea (influências do programa do Achas que Sabes Dançar) e salto, os braços soltam-se, a cabeça move-se estranhamente. A distinta coreografia é sempre diferente mas o sorriso apatetado é constante.
Não ligo à letra e limito-me a fluir. Sabe-me mesmo bem!