quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Hair



O espelho da minha cabeleireira é diferente do meu. Lá o cabelo parece-me com um bom comprimento mas mal chego a casa e olho ao meu espelho assusto-me por estar tão curto.

Ela também deve ter uns pozinhos alucinogénios no ar condicionado. Sempre que lá entro sinto-me aventureira, com uma vontade de mudar, sem medos. Quando volto a respirar só penso “S. Maria onde raio tinhas a cabeça?!”.

Só espero que a minha loucura tenha limites. Não vá ela aumentar a dose e qualquer dia apareça de cabelo azul.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A Visita



A A. veio. Visitar-me, com a desculpa de vir a um congresso.

Veio no voo com o M. de quem eu já sentia saudades de “ter” na sua essência. Mal sabia eu que nos íamos aproximar tanto. Os três.

O reencontro após quase dois anos foi tão natural como se nos tivéssemos abraçado no dia anterior. Não deixou de ser sentido porque as saudades eram muitas. As conversas que se seguiram foram igualmente cúmplices, os silêncios expressivos, quase inexistentes visto as gargalhadas preencherem o dia. As gargalhadas e a música do rádio do carro, cantarolada pelas duas num coro desajeitado.

O temporal dos dias anteriores fazia agourar que não ia dar para sairmos muito. Ela já conhecia a ilha, não era importante. Estávamos enganadas. O tempo foi de sol e calor os dias todos, o que por cá é milagre. Brincámos que ela trouxe o bom tempo com ela, tinha subornado S. Pedro. E agora que recomeçou o nublado habitual começo a acreditar.
Andámos muito de carro. Mesmo com a minha condução atribulada. Mesmo com toques e riscos no carro, saltos de passeio. Se a assustei ela disfarçou muito bem. E dava dicas (hoje já estacionei de marcha atrás!). Mas também caminhámos muito. Muitos quilómetros feitos.

Ficámos incrédulas com o atendimento de alguns empregados (“lista?!”, “a entrada é paga!!!”) mas as paisagens distrairam-nos da má-criação.

Fotografámos tudo. A natureza. Nós. Desenvolvi bem a técnica do braço esticado. Muitas saíram desfocadas, com meia cabeça, olhos fechados… Não nos fazia diferença. Rimos com o resultado e voltámos a tirar. O importante era gravar o momento na memória. Tivemos a ajuda de uns turistas italianos na melhor foto. Pelo enquadramento, pela situação, pelo fotógrafo, pelas fotografadas. Ai aqueles italianos…

Veio o congresso. Queríamos ser discretos, acabámos na mesa de honra. Bem que tentávamos passar despercebidos mas vinham falar connosco, fazer perguntas, convites especiais. Estava a precisar de ouvir “saber” e aliar isso ao aconchego dos amigos tornou-o fantástico. Os trocadilhos, os olhares indiscretos, os risos abafados, as danças, as noites longas que acumulavam com dias cheios. Sem dúvida que soubemos bem aproveitar.

A despedida foi rápida. Só para quem via porque para nós, mesmo assim, foi interminável. Porque tivemos o gosto de não ter um oceano pelo meio, de sabermos que apesar de diferentes a amizade não muda, que os abraços são calorosos, que as palavras são completadas com olhares.

Ainda não te tinhas ido embora e já tinha saudades. No próximo mês voltamos a estar. Mas mesmo isso não facilita. Mas é a isso que me agarro agora. Já conto novamente os dias.

A A. veio.

domingo, 2 de outubro de 2011

English man



O meu pai acha que vai aprender inglês com as séries da Fox.

Está sempre a perguntar traduções e fica todo chateado quando lhe digo que há algumas legendas que não querem bem dizer aquilo.

Quando se põe a repetir é de ir às gargalhadas com o sotaque.

sábado, 1 de outubro de 2011

Move



A minha música deste sábado.

Já deu para perceber que está a ser muito bom. E ela também contribuiu. Vim das compras com vidro aberto, junto à praia, moving like Jagger e um grande sorriso.

É o mês a começar bem! Um óptimo fim-de-semana!


Gosto tanto do videoclip que resolvi colocar inteiro mas a música propriamente dita só começa aos 45 segundos.