segunda-feira, 9 de julho de 2012

Eco



A ecoar desde a noite de sábado.


E depois do sonho de hoje, quando há coisas adormecidas que nos sonhos despertam, há palavras que fazem mesmo sentido.

All those fairytales are full of shit
One more fucking love song I’ll be sick.

But even the sun sets in Paradise.

domingo, 8 de julho de 2012

Cansada



É a palavra do dia.

Moída num domingo porque o sábado foi cheio, extenuante mas soube a pouco.

Com a sensação que podia ter sido bem diferente.

As altas expetativas levam-nos a que a deceção acabe por estar presente, mesmo quando o razoável é satisfatório. Quer sejam atos, quer sejam pessoas ou situações. Porque exigimos demais de nós e dos outros.

E acabamos por não conseguir desfrutar plenamente da diversão evidente à nossa volta.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Será hoje?



Há mais de uma semana a dormir no quarto provisoriamente desocupado do mano, por causa de uma simples troca de janela, anseio pela minha cama.

Mesmo com a minha almofada a coisa não é a mesma.

Para a semana ocupo outra cama, numa ilha diferente e apesar de já nos conhecermos bem o adormecer nunca é o mesmo.

Mas hoje tenho mesmo que regressar à base, já não aguento não saber onde acordo, custar a adormecer, não sonhar. Mesmo que isso implique uma intoxicação com o ainda cheiro da tinta.


Com estas trocas e ocupações de diversas camas corro o risco de parecer uma devassa mas antes fosse esse o motivo. Ahahaha!

sábado, 30 de junho de 2012

Confortável mas Pouco



A depressão de domingo à tarde tomou os meus sábados à noite.

Foi devagarinho, manhosa, apoderando-se de mais um dia.

Há já algumas semanas que se vai impondo sorrateiramente mas gradualmente já se faz sentir consideravelmente.

Ainda pensei que andasse trocada com o horário de Verão mas parece que se instalou confortavelmente.

Tenho rapidamente que a enganar, mandá-la numas férias sem retorno e fazê-la desocupar todos os dias da minha semana.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Peix(inho) fora de água



Ultimamente tenho passado algum tempo em lojas de crianças. As amigas começaram a ter rebentos, a família antecipa-se.

Sinto-me completamente à deriva.

Não sei onde estão as coisas, as idades confundem-me. Agora nos saldos então, bem que me esforço para encontrar alguma coisa mas acabo por desistir.

O choro dos bebés é fofo e preferível às birras mas mesmo assim estridula no ouvido.

O tráfego das pessoas nos cabides acentua-se com carrinhos a intrometerem-se mesmo nas caixas.

Há coisas para que não fui mesmo talhada.