O ano mudou. A disposição também.
A euforia deu lugar à apatia e essa rapidamente se tornou angústia.
Um aperto no coração que pára a respiração, torna-a pesada e vagarosa.
Os pensamentos no futuro, as contas ao passado, ao presente.
Depender dos outros que nos falham. Incondicionalmente.
Um condicional demasiado grande.
Uma equação impossível, um infinito desconhecido.
Um querer acreditar quando tudo se torna negro.
As respostas inexistentes. Quando não são tortas.
Sei o porquê mas acho-o ora colossal ora mínimo. Falar não ajuda. Desabar com os outros oprime-me. Não é a altura
Acumularam-se situações, atos, reflexões, raciocínios. Juntaram-se numa janela opaca.
Um sentimento choroso que desaba a qualquer instante.
Sorrisos estudados.
Palavras vagas ou demasiado rígidas. Francas demais. Desprotegidas.
Silêncios profundos não numa alma agitada.
Fúria inadvertida, incontrolada, infundada.
Sugestões e problemáticas incuráveis adormecem-me e acordam-me.
Gritos abafados, inacabados, presos, contidos.