sexta-feira, 28 de junho de 2013

quarta-feira, 26 de junho de 2013

One Way or Another


Esta música remete-me sempre para o Coyote Bar. Vi e revi 500 mil vezes e é incrível como não me canso de tamanha banalidade.

E fico sempre com um sorriso do tamanho do mundo. Mesmo quando estou mais triste lá a ponho a tocar e tudo muda.

E quando estou feliz ainda me anima mais, dá-me alma adolescente: despreocupada e livre.

Um bom dia gente!!!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Vive Intensamente


Um dos poemas da minha vida. Por tantos motivos.

Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
Longo indelével rasto
Que o não-vivido deixa.

Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 24 de junho de 2013

(Not) Funny



Adoro pessoas com senso de humor.

Detesto pessoas com a mania que são engraçadas.

Quando se esforçam mais ainda quando se apercebem que não rimos. Ou quando continuam a rir desalmadamente dos seus ditos enquanto a situação se torna desconfortável...

Perdem logo a piada toda.

Tem que sair naturalmente, quase sem intenção. Pelo menos comigo só assim resulta.


domingo, 23 de junho de 2013

Contágio


Gosto de influenciar os outros.

Gosto que se sintam felizes por eu estar feliz. Acredito que ao sorrir posso fazer alguém fazer o mesmo e mudar a disposição, nem que só por um momento. Saber que tocamos a alma de alguém.

Da mesma forma, não gosto que sofram quando não estou bem. Preocupa-me a reação dos outros quando ando assim como tenho andado.

Aflige-me saber que há repercursões do meu estado de espírito. Talvez por isso a resposta seja sempre: está tudo bem.


sábado, 22 de junho de 2013

Bem-Vinda


Já se passaram seis meses. Ou mais. Intercalados com imensas escapadelas para manter a sanidade e rever o que tanto me faz falta.

Apesar de todas as conversas e esforço para socializar os sorrisos parecem forçados e os olhares não são hospitaleiros. Parecem querer desvendar um segredo obscuro ou inventar pormenores insignificantes.

As ações não parecem genuínas e os gestos demasiadamente articulados. Nada me parece natural. Somente toda a envolvência do espaço ridiculamente apaziguador, numa vista que me tira o fôlego todas as manhãs.

Num dilema de me querer dar a conhecer acabo por me retrair enquanto não confio. Sinto-me involuir.

Já se passaram seis meses e eu continuo a achar que não me enquadro aqui. Apesar de considerar a minha casa, por agora, não me sinto em casa.


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Escritos


Tenho saudades da minha escrita.

Completa, plena e sincera.

Não sei se a perdi definitivamente algures nas imensas transformações de mim mesma.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Sisterhood


Em tempos quiz ter uma irmã. Mais velha de preferência.

Talvez por saber que houve uma menina que não chegou a nascer antes de mim, pensei muitas vezes como seria.

Para fazermos as coisas de manas: pintar as unhas uma à outra, fazer tranças, trocar roupas, falar de rapazes...

Com a aproximação do meu mano, apesar de não fazermos nada disso, a ideia desvaneceu-se.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Força


É verdade que alguns aspetos da nossa vida dependem da sorte, e, quando as coisas dão para o torto, o azar mostra-se capaz de lançar sobre a nossa existência um rasto de sombra. Ao mesmo tempo, porém, se uma pessoa der mostras de força de vontade aquela disciplina férrea que permite correr vinte quilómetros ou nadar três piscinas de uma assentada , acredito que tem condições para ultrapassar a maior parte dos problemas graves, deitando mão às soluções de que dispõe.

Haruki Murakami in O elefante evapora-se (Os Lenderhosen)

terça-feira, 18 de junho de 2013

(Boas) Notícias


Há notícias que nos surpreendem.

Quando me disseste "tenho uma novidade" e não lhe deste qualquer entoação, eu, naquele silêncio intermédio e longo, só pensava que não fazia ideia do que seria. Da mesma forma em quando a I. me disse que ia casar. Essa hipótese foi logo refutada e mais nenhuma surgiu.

Atacou-me em cheio, mesmo sabendo que um dia ias dizer-me exatamente isso.

Talvez porque estes dias têm sido complicados e uma possibilidade semelhante ainda me passa pela cabeça.

Não sei se me falta coragem ou simplesmente paciência para fazer tudo outra vez. Talvez esteja a ficar cansada de ver todos a seguirem o seu caminho e eu a ficar na encruzilhada com medo da escolha certa.

Sei que vai correr tudo bem, sempre. De uma maneira ou de outra, chegaremos lá. E estou imensamente feliz por teres dado esse passo, com a noção prática e descontraidamente natural que tanto te caracteriza. Mesmo que a minha reação não o tenha demonstrado.

Por tudo o que passámos não há nada que nos separe. Há pessoas que sabemos que farão sempre parte de nós, independentemente de onde nos encontramos.

Love u*

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Verbal


Todas as minhas ações passam e repassam na minha cabeça.

Penso demasiado, sempre pensei. Tenho conseguido, nas coisas menos importantes, ser mais impulsiva. Mas as decisões são sempre demasiado ponderadas.

Só quando as verbalizo é que se tornam reais e consigo perceber a sua importância. Antes poderiam ser somente devaneios numa noite de insónias que se desvanecem junto com o amanhecer.

Mesmo assim, o que seria uma ótima revelação para a realidade torna-se assustador: há mais alguém que sabe como me sinto, não desvanecendo os medos que até à altura podiam ser fruto da imaginação.

domingo, 16 de junho de 2013

sábado, 15 de junho de 2013

Em Construção


Sempre tive vizinhos barulhentos.

Se não é o bebé e a mãe aos berros, são obras.

E se aqui pensava que ia ser diferente dado que o som que normalmente me acorda varia entre os sinos ou os pássaros, todos os sábados às 8h o meu vizinho começa com marteladas ou serras.

Só espero que a garagem/churrasqueira termine rapidamente dado que têm-me assaltado insónias de fim-de-semana.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Utilidades


Sempre anotei algumas ideias que poderão originar posts.

Anoto-as num caderno, como rascunho no próprio blogue, mas agora, bem mais frequentemente no telemóvel.

Nele aponto mais coisas: lembretes, músicas que gostei e tenho que juntar à playlist, os dias de recolha do lixo...

Coisas úteis.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Crítica


Acato bem críticas.

Talvez até lhe dê demasiado valor.

Só não suporto críticas e conselhos de alguém sem o conhecimento de causa. Sem saber do que se trata.

Falar é fácil.

À distância do acontecimento então, muito fácil.

Não nos colocar na pele do outro e pensar numa reação fantasiosa, facílimo.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Prevenção Rodoviária


A forma de prevenção rodoviária que melhor funciona comigo é saber de algum acidente grave.

Nos tempos seguintes sou mais cautelosa a relembrar o susto dos outros e o quanto se pode sair magoado (e magoar outros) de um ato tão natural.


terça-feira, 11 de junho de 2013

Resolução Rápida de Dilemas


Há sempre situações que uma vez escolhidas eliminam umas tantas opções que foram ponderadas.

E se houve alturas em que me dilacerava pensar que estaria a perder algo em detrimento de outra, magicava se haveria outra solução para poder ter acesso às duas, hoje não complico: o que não tem solução remediado está.

Há simplesmente acontecimentos e escolhas que anulam um vasto leque de probabilidades mas que podem dar origem ao inesperado. E este pode ser surpreendentemente maravilhoso.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pensamentos Atrasados


Passei imenso tempo a pensar em ti.

Como gostei de ti, como estarias agora comigo, se poderíamos ter voltado àquele momento que não consigo situar no tempo.

Mas para quê?

Se estás longe e eu estou longe. (Talvez não só fisicamente.)

Não era prático nem funcional. As nossas vidas agora não encaixariam.

E se o meu romantismo queria acreditar que faríamos com que resultasse, indo eu ter contigo, ou para um sítio novo, saindo daqui para estarmos juntos, também porque este local cada vez me sufoca mais, sei que estamos tão diferentes daqueles dois que fomos.

Pensei demasiado tempo. Tempo perdido, pensamentos inúteis.

domingo, 9 de junho de 2013

Lazyyy


Ultimamente os domingos têm voltado a ser como quase sempre foram: de preguiça e de um descanso prolongado e languido.

Há uns que desfruto, outros fico com o peso na consciência de tanto que podia ter feito.

O que vale é que amanhã ainda é feriado.

sábado, 8 de junho de 2013

Poker Face


Às vezes não podemos mostrar logo o jogo todo.

Há que analisar as jogadas e o adversário primeiro. Ser pacientes e espertos.

E desconfiar do bluff.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Ver o que se Quer Ver


Do passado há quem se lembre só das coisas boas. Outros, só as coisas más.

O certo é que ambas existem e fazem parte do passado de todos.

Está na forma de encarar a vida, na forma otimista ou pessimista de cada um.

Ou simplesmente querer ver somente o que interessa.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Fome


Ver blogues de culinária enquanto se prepara o almoço e a morrer de fome transforma-nos num cão pavloviano.


sábado, 1 de junho de 2013

Crónicas (Pouco) Tenísticas


A seguir intensamente o Roland Garros encontrei o Benoit Paire.

Não consigo perceber como é que não me chamou a atenção no Portugal Open. Devia estar mesmo distraída. Ou cegueta.

Os comentadores dizem que tem tudo para ser um grande jogador, tem uma técnica quase perfeita mas ainda lhe falta trabalhar na questão mental tão importante nesta modalidade.

Mesmo assim tem um tipo de jogo que admiro e é descontraído.

O patrocínio da Lacoste podia influenciar porque é uma marca que, na minha opinião, favorece imenso a imagem. Mas mesmo a jogar de hoodie não fica nada mal.

Neste caso a elegância transcende.

Estou aqui a roer-me enquando ele joga com um chinês sem piada nenhuma e a torcer para que ganhe e continue no torneio. Para eu continuar deliciada.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Ahahaha & Ehehehehe


Ao longo da vida a minha gargalhada passou por tímida a espalhafatosa, recatada a indiferente...

Tenho reparado que agora anda numa fase goofy.

Pode não ser bonito mas a essência do riso é sempre boa.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Caminho Traçado


Na vida existem escolhas erradas que podem levar a bons resultados e escolhas certas que conduzem a situações desastrosas. Pela minha parte, adoptei a posição de que, na realidade, nunca escolhemos rigorosamente nada do que acontece. As coisas acontecem, ou não, ponto final.

Haruki Murakami

terça-feira, 28 de maio de 2013

Instruções


Com algumas pessoas mais vale fazer do que delegar.

Além de não perceberem à primeira e perdermos quase o tempo todo a tentar explicar, o trabalho não fica como queremos.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Universalidade


O meu facebook é bastante reservado e partilho pouco.

Tenho em consideração as pessoas que aceito como "amigos". Há muitos colegas de faculdade com falei pouco mas mesmo assim estão lá. Há contatos relacionados com trabalho. Há os verdadeiros amigos e família (excepto o mano que continua a não aceitar o meu pedido). Certo é que a aceitação depende do meu estado de espírito mas há certos padrões que não ultrapasso.

Já recebi pedidos de amizade de pessoas que conheço mas rejeitei porque simplesmente não quero intrometido o nariz delas.

Já fiz exatamente o contrário para não haver caras melindradas.

Já houve situações presenciais constrangedoras com alguém que está na rede.

Já recebi mensagens de um sul-americano com o mesmo sobrenome que eu a dizer que gostava que fossemos da mesma família. Não fui confirmar a árvore genealógica mas não preciso de juntar mais loucos à família que já passou da conta.

Amigos loucos de familiares loucos também já arriscaram, sem sucesso.

Grande parte dos pedidos são estrangeiros. Eu já sabia que os meus traços não revelam a minha nacionalidade mas mesmo assim a diversidade é imensa.

É engraçado reparar como as relações humanas mudaram com as redes sociais.

domingo, 26 de maio de 2013

sábado, 25 de maio de 2013

Pc Crash


E se o telemóvel não foi à vida (ainda) o computador resolveu que era hora de parar.

Durante as magníficas férias fiquei sem ele. Deve ter ficado chateado por não lhe dar a atenção habitual e resolveu amuar. Com sorte lá deixou fazer o backup à pressa.

Certo é que agora que voltei ao trabalho e ele ficou noutra ilha a ver se tem arranjo resta-me o da empresa. Lento, coitadinho.

Escrever aqui numas teclas diferentes e ir buscar imagens ao disco externo não me é familiar e parece que há qualquer coisa errada. But I'll try. Vou resistir à estranheza.

A boa notícia é que já dei notícias e vou tentar por-me a par de tantas leituras virtuais que durante um mês inteiro não foram atualizadas. Trabalho árduo mas certamente prazenteiro.

Voltei ao trabalho, às leituras e às escritas e tenho tantas recordações das férias para intemporalizar.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Tec Rehab

 

Há dias a trackball do meu telemóvel deixou de funcionar "para cima". Apontava para baixo e para os lados, cima é que não.

Sendo um dual sim e tendo-o comprado pela internet achei que não me ia safar com apoios técnicos. Mesmo assim fui à vodafone e lá disseram-me que tratavam disso mas teria que ficar, no mínimo, duas semanas sem o telemóvel. 

A minha mente parou mesmo enquanto a menina simpática continuava a falar. Como é que eu ia voltar a ter dois telemóveis? Pior, como é que eu cheguei ao ponto de achar que a minha vida não é a mesma sem tecnologia?

Eu não era assim!

Ainda sou do tempo em que ligava para os meus pais do telefone público da escola e falava rápido para o tempo da moeda não terminar e me cortar a palavra.

E se há dias em que apetece mesmo isolar do mundo a simples possibilidade de voltar estar contatável reconforta mesmo que inconscientemente.

Aflige-me pensar que estamos imensamente dependentes da tecnologia. Viciados até.


A trackball voltou a funcionar perfeitamente depois de uma queda aparatosa.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Sons Saudosistas


Há cidades que nos conquistam pela sua sonoridade, pelo seu sotaque.

Tinha tantas saudades de Te ouvir!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Vencer


O meu professor de ténis ensina-me imensas coisas. Aprendo imenso com ele. Não só ténis, mas lições que se transportam para a vida:


Joga sempre com alguém melhor que tu!


Ficamos cientes das nossas capacidades e dificuldades.

Descemos do possível pedestal. 

Há sempre alguém que nos pode superar. Mesmo nós próprios.

Nunca desistimos porque sabemos que não há impossíveis e podemos sempre vencer.

Acreditando sempre! Lutando!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Quando a Velhice Chegar


Tenho a certeza que os lares de idosos nas próximas gerações (na minha quando chegar a minha vez) serão completamente diferentes.

 Só consigo imaginar os homens em Playstations e joysticks para combater o Parkinson.

As senhoras falarão sobre decoração e aquecimento global. Faremos compras virtuais e discutiremos os giraços da nossa adolescência.

Não falaremos do Governo. Já todos desperdiçaram imensa conversa sobre assuntos que nunca mudarão.

As partidas de sueca serão substituídas por poker.

Os livros serão ebooks (eu não!) e os quartos terão reconhecimento por voz para apagar e acender a luz e a box da Tv que não servirá somente para gravar. Poderemos escolher tudo, mesmo que não tenha passado. Vamos sempre preferir programas que nos façam lembrar a nossa juventude e não os da tarde, da sra Fátima.

Os andarilhos terão um mecanismo com motor que nos exercita os músculos e as bengalas serão ergonómicas. Os aparelhos auditivos serão invisíveis.

Caminhando a passos largos para um enorme  aumento da população geriática haverão imensas mudanças. E não demorará muito. 

Embora a mentalidade para com os velhos possa (não) mudar.

domingo, 28 de abril de 2013

Não, Não me vou Casar


Na última semana já "me casaram" duas vezes?

Não sei o que se passa.

O que virá aí?

sábado, 27 de abril de 2013

Avançar


Passei pelo meu antigo emprego.

A placa com o meu nome trouxe-a comigo mas queria ver se outra, com outro nome, a estava a substituir.

Continua o espaço vazio.

Fiquei com uma estranha sensação de alívio. Não sei bem porquê porque não me passa pela cabeça voltar. 

Suponho que ninguém goste de ser substituído mesmo por escolha.

Não estou contente com o agora mas o antes é simplesmente passado. 

Acredito que o avançar seja isso mesmo, sem ressentimentos, mas ciente de que aconteceu.

Precisava de lá passar, só para saber. E já satisfiz a curiosidade, não terei mais vontade de lá voltar.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Regresso a um Passado e Presente que quero que seja também Futuro


Os últimos dias têm sido maravilhosos.

O regresso a casa, às minhas pessoas, às minhas coisas, ao meu envolvente...

Tenho estado realmente feliz mas há sempre qualquer coisa que me faz pensar que estou de passagem.

Pequenos segundos que são suficientes para não aproveitar em plenos todas as sensações até ao tutano. Ninguém repara mas eu sinto-o e rasga-me profundamente.

Sempre fui assim. Não consigo aliar-me dos pequenos pormenores que muitas vezes são por mim lembrados, em momentos simples. E só sinto que estão a terminar, já passaram.

Acabo por me abstrair e sofrer silenciosamente mesmo a rir-me quando estamos todos juntos. 

Dou por mim a conhecer pessoas novas e a pensar que não vou estar cá para conviver, continuar a descoberta... A passar por ruas que sei que não são o quotidiano... A ir a restaurantes que gosto e sei que vou lembrar-me tanto das saudades que me vão produzir...

Tenho noção que só me faz mal, que não posso fazer-me isso, porque um dia haverão consequências ainda mais graves.

Não deixo de absorver e aproveitar tudo ao máximo mas com uma sensação estranha...

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Liberdade




Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...

Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.



Evolução, Antero de Quental in Sonetos

sexta-feira, 19 de abril de 2013

A Voar


Será um mês de viagens.

De voltar a casa. Reencontrar família, amigos, afazeres.

A uma outra antiga casa. A ruas de uma cidade que será sempre minha. Que guardo tão carinhosamente, invictamente.

Uma cidade nova, luminosa. Com as melhores amigas.

Será um mês de alegria.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Sou Antiquada


Não consigo deixar de achar estranho os que correm para o facebook mal ficam noivos e fazem questão de anunciar aos quatro ventos por essa comunidade fora, sabendo que será destacada com ênfase na página dos amigos, para que ninguém deixe de saber.

Modernices...

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Auto-Análise


Não consigo acatar críticas que, para mim, se pressupõem construtivas, de alguém que só refere algo para se destacar. Quando não tem argumentos válidos para contrapor as outras opiniões e razões de estar assim.

Ainda quando alguém só consegue ser crítica em relação aos outros e o seu trabalho é sempre uma nódoa.

Sou a maior auto-crítica que existe. Ponho imensamente em causa tudo o que faço porque quero sempre que fique muito bom, porque sei que sou capaz de o fazer. Muitas vezes sou dura demais comigo. Sendo assim não podia deixar de ser crítica em relação aos outros mas tenho sempre em conta todas as atenuantes, limitações, obstáculos e tecnicidades. 

Talvez só tenha que deixar de pedir opiniões e dá-las, quando solicitadas, sinceramente.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Concentra-te e Faz


Tenho imensas coisas para preparar e fazer até sexta-feira.

Sei que as tenho há já algum tempo.

E se sou uma pessoa que não gosta de adiar para não deixar as coisas para a última hora, para que sejam feitas com tempo e fiquem como devem estar, tal não tem acontecido. Porque sei que não funciono bem com o stress do relógio.

O problema é que as devia despachar para que elas esvoacem da minha to do list mental que está em modo repeat, uma e outra vez, voltando ao início e recomeçando, há já alguns dias.

Se há momentos em que penso que ainda não as fiz é porque pressinto que vai acontecer um imprevisto qualquer que me vai fazer deitar trabalho ao lixo e ter que mudar as coisa quando estas já estão terminadas, há outras que sinto somente a sensação de preguiça e detesto. 

Como os dias têm sido longos e passado lentamente também penso que terei tempo de sobra.

Acho que vou começar a, pelo menos adiantar. Or not.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Ouviu?!


Deixo passar disparates que teimam em sair da boca das pessoas. A pensar ou não são palavras pronunciadas logo válidas. Mesmo assim, a grande maioria das vezes, nem me pronuncio.

Até ao ponto que se chega ao extremo da má educação e rudeza.

Aí, como hoje, expludo. 

A pessoa apercebeu-se que vai ter que baixar a bolinha porque aqui a menina carinha de anjo não é nenhuma imbecil. 

E é bom que passe a palavra!
 

domingo, 14 de abril de 2013

Voz de Cachaça


Se há vantagem de estar constipada é a minha voz ficar mais grave.

Consigo cantar notas mais baixas e adoro.

Sempre gostei da rouquidão.

sábado, 13 de abril de 2013

Esgotada




Cansada.

Exausta.

Saturada.

Não consigo ouvir as pessoas. Nem conversar.

Muito menos pensar. Em nada.

Uma semana dura passou. Mais uma para chegar as tão necessárias férias.

Para respirar. Um novo ar.

Estar com os meus. Sentir-me confortável. Acompanhada. Acarinhada. Amada.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pessoínhas


Há outras que nem merecem que se suje as mãos. Ou se gaste a inteligência.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Chuva de Verão


Gosto da chuva de verão.

Quando não há vento e ela cai verticalmente, sem se espalhar em gotículas ínfimas nas janelas. 

Quase silenciosamente, sem se fazer notar.

Daquela chuva em que não nos apetece estar em casa a ouvi-la, confortavelmente com um vidro a separar-nos.

Quando podemos estar na rua e sob ela arrefecemos, refrescamos e molhamos os pés em sandálias sem medo de constipar. E chapinhamos quase descalços.

domingo, 7 de abril de 2013

Simulação de Situações


Por mais que o erro seja desencorajador é na base da tentativa que conseguimos aprender.

A cair. Várias vezes. Mesmo quando parece uma montanha enorme a ser escalada. Barreiras imaginárias.

É a experimentar que ganhamos raciocínio. 

Por mais que seja desconfortável, nas primeiras vezes, desagradável. Depois, vem naturalmente e o que era impraticável torna-se rotineiro. Aprazível. Constante.