Penso tantas vezes em como consegui encontrar virtudes e até admirar alguém que na realidade não é assim tão fantástico.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Good Work
Há dias que não acredito no meu trabalho. Acho que podia fazer melhor, que tenho tanto para evoluir.
Há dias que não são cheios mas são cansativos.
Há dias cheios e reconfortantes.
Há dias que me apetece mandar alguém dar duas voltas à esquina e se perder.
Há dias que penso que há pessoas queridas.
Há dias que alguém comenta, depois de ser atendido por mim: "a dra foi mesmo feita para isso"!
E fico feliz pelo elogio, pela compensação. Faz-me esquecer muitas coisas menos boas e acreditar.
domingo, 21 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
A Acelarar
Hoje foi o dia que conduzi sem rumo.
Por estradas desconhecidas mas sem medo de me perder.
Curvas apertadas, subidas e descidas mas uma vista sempre maravilhosa. Um cheiro agreste que fazia sobressair a brisa que rodopiava pela janela e fazia o cabelo já rebelde continuar outro trajeto tortuoso.
Não me assaltaram grandes pensamentos porque estava demasiado concentrada na estrada mas deu para relaxar.
Cheguei moída mas com um ânimo que o fim-de-semana que começou mais cedo vai continuar na mesma mudança.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Haja Paciência
Irritam-me profundamente erros ortográficos e gramaticais.
Não sou exímia mas tento que não aconteça. Afinal há corretores automáticos e dicionários online. E imensas vezes fico com dúvidas sobre determinada palavra, verbo, e vou tentar confirmar.
Mas se há algo que me enerva são as confusões com o à e há.
Eu já sabia que a minha professora primária era exemplar mas tenho que lhe agradecer novamente porque me ensinou a diferença de uma forma que nunca esquecerei.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Conselhos de Mana
Gosto quando o meu mano me pede conselhos.
Sendo a irmã mais velha sinto que estou a cumprir o meu dever, apesar de muitas vezes ele se adiantar.
E mesmo que não o siga, falámos sobre isso. Ponderámos juntos.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Seasons
Acho tão bonito, identificar acontecimentos tendo como referências as estações do ano.
Quase que se torna romântico, passa o discurso a uma forma quase literária.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Assim Mesmo
Mesmo quando o dia corre sem nada de novo.
Mesmo que as notícias sejam que vou ter que pagar mais e não me atendam o telefone.
Mesmo quando os acontecimentos são monótonos e o tempo demora.
É estranho que continue com um sorriso parvo e despreocupado.
domingo, 14 de julho de 2013
Hitchcock
Há uns tempos um pássaro entrou pela chaminé e ficou retido na lareira.
Ouvia barulhos na zona, aproximei-me várias vezes mas não via nada estranho. Até que me apercebi que era um pardal farrusco desorientado que tentava sair pelo vidro fosco.
Fechei todas as portas para as outras divisões e abri as janelas e portas para o exterior. Fui buscar uma vassoura para tentar indicar-lhe o caminho e finalmente abri a porta da lareira.
Não foi fácil, sujou o teto de preto mas finalmente conseguiu encontrar a saída.
Hoje acordo com uns barulhos estranhos. Parecia a janela a bater. Sabia que tinha a janela ligeiramente aberta mas estava trancada, não podia estar a bater. Deparo-me com um pássaro a insurgir-se contra os vidros da sala. Dava balanço, atirava-se sem medo, de cabeça e não desistia.
A relembrar o outro acontecimento mantive os procedimentos e tentei guiá-lo com a vassoura mas este era mais rebelde, menos desorientado, e da mesma forma que entrou pela fresta minúscula da janela, meteu-se atrás do frigorífico.
Aí não o podia ajudar. Ainda abanei o eletrodoméstico mas nada. Deixei-o estar mas mantive as janelas e portas abertas para o exterior.
Uma hora depois saiu disparado pela porta. Como se tivesse estudado o caminho mais rápido e eficiente até à árvore mais distante.
Casas diferentes. Sítios diferentes. Pássaros diferentes. A mesma sensação de algum simbolismo associado.
sábado, 13 de julho de 2013
Cleaning Day
É engraçado como acaba por nos realizar fazer coisas que outrora era um fardo.
Dediquei-me às limpezas e num dia de sol foi bom mexer na água, pés do chão, com as janelas todas abertas, limpar o pó, aspirar, esfregar...
E no fim sentir o cheiro a detergente, tirar a roupa de combate e meter-me num demorado banho. Coisas simples...
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Desilusões Compreendidas
Acabamos sempre por pensar que alguém nos vai tratar como nós a trataríamos na mesma situação.
Sendo todas as pessoas seres pensantes e únicos, por mais semelhanças de caráter, vamos ter reações diferentes. Por essa razão haverão sempre desilusões.
Não podemos exigir aos outros que nos amem como nós os amamos. O amor é tão relativo e demonstrado de tantas formas diferentes e pessoais.
Não é fácil perdoar tamanhas desilusões até porque não há nada para perdoar. Tratam-se de feitios e reações. Mas também não é simples esquecer e agir novamente como se nada tivesse passado, da mesma forma preocupada e completa.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Be(ing) Happy*
Voltei. Revitalizada e com alma nova.
Aproveitei imenso, cada segundo. Mesmo os mais chatos.
Só agora é que consegui reconhecer que esta é a minha vida agora. Esta é a minha casa.
Claro que me custa estar com os meus só uns dias em cada dois meses mas mesmo assim sou uma felizarda.
* A lembrar quando a neura voltar, daqui a umas semanas.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
One Way or Another
Esta música remete-me sempre para o Coyote Bar. Vi e revi 500 mil vezes e é incrível como não me canso de tamanha banalidade.
E fico sempre com um sorriso do tamanho do mundo. Mesmo quando estou mais triste lá a ponho a tocar e tudo muda.
E quando estou feliz ainda me anima mais, dá-me alma adolescente: despreocupada e livre.
Um bom dia gente!!!
terça-feira, 25 de junho de 2013
Vive Intensamente
Um dos poemas da minha vida. Por tantos motivos.
Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
Longo indelével rasto
Que o não-vivido deixa.
Sophia de Mello Breyner Andresen
segunda-feira, 24 de junho de 2013
(Not) Funny
Adoro pessoas com senso de humor.
Detesto pessoas com a mania que são engraçadas.
Quando se esforçam mais ainda quando se apercebem que não rimos. Ou quando continuam a rir desalmadamente dos seus ditos enquanto a situação se torna desconfortável...
Perdem logo a piada toda.
Tem que sair naturalmente, quase sem intenção. Pelo menos comigo só assim resulta.
domingo, 23 de junho de 2013
Contágio
Gosto de influenciar os outros.
Gosto que se sintam felizes por eu estar feliz. Acredito que ao sorrir posso fazer alguém fazer o mesmo e mudar a disposição, nem que só por um momento. Saber que tocamos a alma de alguém.
Da mesma forma, não gosto que sofram quando não estou bem. Preocupa-me a reação dos outros quando ando assim como tenho andado.
Aflige-me saber que há repercursões do meu estado de espírito. Talvez por isso a resposta seja sempre: está tudo bem.
sábado, 22 de junho de 2013
Bem-Vinda
Já se passaram seis meses. Ou mais. Intercalados com imensas escapadelas para manter a sanidade e rever o que tanto me faz falta.
Apesar de todas as conversas e esforço para socializar os sorrisos parecem forçados e os olhares não são hospitaleiros. Parecem querer desvendar um segredo obscuro ou inventar pormenores insignificantes.
As ações não parecem genuínas e os gestos demasiadamente articulados. Nada me parece natural. Somente toda a envolvência do espaço ridiculamente apaziguador, numa vista que me tira o fôlego todas as manhãs.
Num dilema de me querer dar a conhecer acabo por me retrair enquanto não confio. Sinto-me involuir.
Já se passaram seis meses e eu continuo a achar que não me enquadro aqui. Apesar de considerar a minha casa, por agora, não me sinto em casa.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Escritos
Tenho saudades da minha escrita.
Completa, plena e sincera.
Não sei se a perdi definitivamente algures nas imensas transformações de mim mesma.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Sisterhood
Em tempos quiz ter uma irmã. Mais velha de preferência.
Talvez por saber que houve uma menina que não chegou a nascer antes de mim, pensei muitas vezes como seria.
Para fazermos as coisas de manas: pintar as unhas uma à outra, fazer tranças, trocar roupas, falar de rapazes...
Com a aproximação do meu mano, apesar de não fazermos nada disso, a ideia desvaneceu-se.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Força
É verdade que alguns aspetos da nossa vida dependem da sorte, e, quando as coisas dão para o torto, o azar mostra-se capaz de lançar sobre a nossa existência um rasto de sombra. Ao mesmo tempo, porém, se uma pessoa der mostras de força de vontade – aquela disciplina férrea que permite correr vinte quilómetros ou nadar três piscinas de uma assentada –, acredito que tem condições para ultrapassar a maior parte dos problemas graves, deitando mão às soluções de que dispõe.
Haruki Murakami in O elefante evapora-se (Os Lenderhosen)
terça-feira, 18 de junho de 2013
(Boas) Notícias
Há notícias que nos surpreendem.
Quando me disseste "tenho uma novidade" e não lhe deste qualquer entoação, eu, naquele silêncio intermédio e longo, só pensava que não fazia ideia do que seria. Da mesma forma em quando a I. me disse que ia casar. Essa hipótese foi logo refutada e mais nenhuma surgiu.
Atacou-me em cheio, mesmo sabendo que um dia ias dizer-me exatamente isso.
Talvez porque estes dias têm sido complicados e uma possibilidade semelhante ainda me passa pela cabeça.
Não sei se me falta coragem ou simplesmente paciência para fazer tudo outra vez. Talvez esteja a ficar cansada de ver todos a seguirem o seu caminho e eu a ficar na encruzilhada com medo da escolha certa.
Sei que vai correr tudo bem, sempre. De uma maneira ou de outra, chegaremos lá. E estou imensamente feliz por teres dado esse passo, com a noção prática e descontraidamente natural que tanto te caracteriza. Mesmo que a minha reação não o tenha demonstrado.
Por tudo o que passámos não há nada que nos separe. Há pessoas que sabemos que farão sempre parte de nós, independentemente de onde nos encontramos.
Love u*
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Verbal
Todas as minhas ações passam e repassam na minha cabeça.
Penso demasiado, sempre pensei. Tenho conseguido, nas coisas menos importantes, ser mais impulsiva. Mas as decisões são sempre demasiado ponderadas.
Só quando as verbalizo é que se tornam reais e consigo perceber a sua importância. Antes poderiam ser somente devaneios numa noite de insónias que se desvanecem junto com o amanhecer.
Mesmo assim, o que seria uma ótima revelação para a realidade torna-se assustador: há mais alguém que sabe como me sinto, não desvanecendo os medos que até à altura podiam ser fruto da imaginação.
domingo, 16 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
Em Construção
Sempre tive vizinhos barulhentos.
Se não é o bebé e a mãe aos berros, são obras.
E se aqui pensava que ia ser diferente dado que o som que normalmente me acorda varia entre os sinos ou os pássaros, todos os sábados às 8h o meu vizinho começa com marteladas ou serras.
Só espero que a garagem/churrasqueira termine rapidamente dado que têm-me assaltado insónias de fim-de-semana.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Utilidades
Sempre anotei algumas ideias que poderão originar posts.
Anoto-as num caderno, como rascunho no próprio blogue, mas agora, bem mais frequentemente no telemóvel.
Nele aponto mais coisas: lembretes, músicas que gostei e tenho que juntar à playlist, os dias de recolha do lixo...
Coisas úteis.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Crítica
Acato bem críticas.
Talvez até lhe dê demasiado valor.
Só não suporto críticas e conselhos de alguém sem o conhecimento de causa. Sem saber do que se trata.
Falar é fácil.
À distância do acontecimento então, muito fácil.
Não nos colocar na pele do outro e pensar numa reação fantasiosa, facílimo.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Prevenção Rodoviária
A forma de prevenção rodoviária que melhor funciona comigo é saber de algum acidente grave.
Nos tempos seguintes sou mais cautelosa a relembrar o susto dos outros e o quanto se pode sair magoado (e magoar outros) de um ato tão natural.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Resolução Rápida de Dilemas
E se houve alturas em que me dilacerava pensar que estaria a perder algo em detrimento de outra, magicava se haveria outra solução para poder ter acesso às duas, hoje não complico: o que não tem solução remediado está.
Há simplesmente acontecimentos e escolhas que anulam um vasto leque de probabilidades mas que podem dar origem ao inesperado. E este pode ser surpreendentemente maravilhoso.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Pensamentos Atrasados
Passei imenso tempo a pensar em ti.
Como gostei de ti, como estarias agora comigo, se poderíamos ter voltado àquele momento que não consigo situar no tempo.
Mas para quê?
Se estás longe e eu estou longe. (Talvez não só fisicamente.)
Não era prático nem funcional. As nossas vidas agora não encaixariam.
E se o meu romantismo queria acreditar que faríamos com que resultasse, indo eu ter contigo, ou para um sítio novo, saindo daqui para estarmos juntos, também porque este local cada vez me sufoca mais, sei que estamos tão diferentes daqueles dois que fomos.
Pensei demasiado tempo. Tempo perdido, pensamentos inúteis.
domingo, 9 de junho de 2013
Lazyyy
Ultimamente os domingos têm voltado a ser como quase sempre foram: de preguiça e de um descanso prolongado e languido.
Há uns que desfruto, outros fico com o peso na consciência de tanto que podia ter feito.
O que vale é que amanhã ainda é feriado.
sábado, 8 de junho de 2013
Poker Face
Às vezes não podemos mostrar logo o jogo todo.
Há que analisar as jogadas e o adversário primeiro. Ser pacientes e espertos.
E desconfiar do bluff.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Ver o que se Quer Ver
Do passado há quem se lembre só das coisas boas. Outros, só as coisas más.
O certo é que ambas existem e fazem parte do passado de todos.
Está na forma de encarar a vida, na forma otimista ou pessimista de cada um.
Ou simplesmente querer ver somente o que interessa.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Fome
Ver blogues de culinária enquanto se prepara o almoço e a morrer de fome transforma-nos num cão pavloviano.
domingo, 2 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
Crónicas (Pouco) Tenísticas
A seguir intensamente o Roland Garros encontrei o Benoit Paire.
Não consigo perceber como é que não me chamou a atenção no Portugal Open. Devia estar mesmo distraída. Ou cegueta.
Os comentadores dizem que tem tudo para ser um grande jogador, tem uma técnica quase perfeita mas ainda lhe falta trabalhar na questão mental tão importante nesta modalidade.
Mesmo assim tem um tipo de jogo que admiro e é descontraído.
O patrocínio da Lacoste podia influenciar porque é uma marca que, na minha opinião, favorece imenso a imagem. Mas mesmo a jogar de hoodie não fica nada mal.
Neste caso a elegância transcende.
Estou aqui a roer-me enquando ele joga com um chinês sem piada nenhuma e a torcer para que ganhe e continue no torneio. Para eu continuar deliciada.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Ahahaha & Ehehehehe
Ao longo da vida a minha gargalhada passou por tímida a espalhafatosa, recatada a indiferente...
Tenho reparado que agora anda numa fase goofy.
Pode não ser bonito mas a essência do riso é sempre boa.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Caminho Traçado
Na vida existem escolhas erradas que podem levar a bons resultados e escolhas certas que conduzem a situações desastrosas. Pela minha parte, adoptei a posição de que, na realidade, nunca escolhemos rigorosamente nada do que acontece. As coisas acontecem, ou não, ponto final.
Haruki Murakami
terça-feira, 28 de maio de 2013
Instruções
Com algumas pessoas mais vale fazer do que delegar.
Além de não perceberem à primeira e perdermos quase o tempo todo a tentar explicar, o trabalho não fica como queremos.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Universalidade
O meu facebook é bastante reservado e partilho pouco.
Tenho em consideração as pessoas que aceito como "amigos". Há muitos colegas de faculdade com falei pouco mas mesmo assim estão lá. Há contatos relacionados com trabalho. Há os verdadeiros amigos e família (excepto o mano que continua a não aceitar o meu pedido). Certo é que a aceitação depende do meu estado de espírito mas há certos padrões que não ultrapasso.
Já recebi pedidos de amizade de pessoas que conheço mas rejeitei porque simplesmente não quero intrometido o nariz delas.
Já fiz exatamente o contrário para não haver caras melindradas.
Já houve situações presenciais constrangedoras com alguém que está na rede.
Já recebi mensagens de um sul-americano com o mesmo sobrenome que eu a dizer que gostava que fossemos da mesma família. Não fui confirmar a árvore genealógica mas não preciso de juntar mais loucos à família que já passou da conta.
Amigos loucos de familiares loucos também já arriscaram, sem sucesso.
Grande parte dos pedidos são estrangeiros. Eu já sabia que os meus traços não revelam a minha nacionalidade mas mesmo assim a diversidade é imensa.
É engraçado reparar como as relações humanas mudaram com as redes sociais.
domingo, 26 de maio de 2013
sábado, 25 de maio de 2013
Pc Crash
E se o telemóvel não foi à vida (ainda) o computador resolveu que era hora de parar.
Durante as magníficas férias fiquei sem ele. Deve ter ficado chateado por não lhe dar a atenção habitual e resolveu amuar. Com sorte lá deixou fazer o backup à pressa.
Certo é que agora que voltei ao trabalho e ele ficou noutra ilha a ver se tem arranjo resta-me o da empresa. Lento, coitadinho.
Escrever aqui numas teclas diferentes e ir buscar imagens ao disco externo não me é familiar e parece que há qualquer coisa errada. But I'll try. Vou resistir à estranheza.
A boa notícia é que já dei notícias e vou tentar por-me a par de tantas leituras virtuais que durante um mês inteiro não foram atualizadas. Trabalho árduo mas certamente prazenteiro.
Voltei ao trabalho, às leituras e às escritas e tenho tantas recordações das férias para intemporalizar.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Tec Rehab
Há dias a trackball do meu telemóvel deixou de funcionar "para cima". Apontava para baixo e para os lados, cima é que não.
Sendo um dual sim e tendo-o comprado pela internet achei que não me ia safar com apoios técnicos. Mesmo assim fui à vodafone e lá disseram-me que tratavam disso mas teria que ficar, no mínimo, duas semanas sem o telemóvel.
A minha mente parou mesmo enquanto a menina simpática continuava a falar. Como é que eu ia voltar a ter dois telemóveis? Pior, como é que eu cheguei ao ponto de achar que a minha vida não é a mesma sem tecnologia?
Eu não era assim!
Ainda sou do tempo em que ligava para os meus pais do telefone público da escola e falava rápido para o tempo da moeda não terminar e me cortar a palavra.
E se há dias em que apetece mesmo isolar do mundo a simples possibilidade de voltar estar contatável reconforta mesmo que inconscientemente.
Aflige-me pensar que estamos imensamente dependentes da tecnologia. Viciados até.
A trackball voltou a funcionar perfeitamente depois de uma queda aparatosa.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Sons Saudosistas
Há cidades que nos conquistam pela sua sonoridade, pelo seu sotaque.
Tinha tantas saudades de Te ouvir!
terça-feira, 30 de abril de 2013
Vencer
O meu professor de ténis ensina-me imensas coisas. Aprendo imenso com ele. Não só ténis, mas lições que se transportam para a vida:
Joga sempre com alguém melhor que tu!
Ficamos cientes das nossas capacidades e dificuldades.
Descemos do possível pedestal.
Há sempre alguém que nos pode superar. Mesmo nós próprios.
Nunca desistimos porque sabemos que não há impossíveis e podemos sempre vencer.
Acreditando sempre! Lutando!
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Quando a Velhice Chegar
Tenho a certeza que os lares de idosos nas próximas gerações (na minha quando chegar a minha vez) serão completamente diferentes.
Só consigo imaginar os homens em Playstations e joysticks para combater o Parkinson.
As senhoras falarão sobre decoração e aquecimento global. Faremos compras virtuais e discutiremos os giraços da nossa adolescência.
As senhoras falarão sobre decoração e aquecimento global. Faremos compras virtuais e discutiremos os giraços da nossa adolescência.
Não falaremos do Governo. Já todos desperdiçaram imensa conversa sobre assuntos que nunca mudarão.
As partidas de sueca serão substituídas por poker.
Os livros serão ebooks (eu não!) e os quartos terão reconhecimento por voz para apagar e acender a luz e a box da Tv que não servirá somente para gravar. Poderemos escolher tudo, mesmo que não tenha passado. Vamos sempre preferir programas que nos façam lembrar a nossa juventude e não os da tarde, da sra Fátima.
Os andarilhos terão um mecanismo com motor que nos exercita os músculos e as bengalas serão ergonómicas. Os aparelhos auditivos serão invisíveis.
Caminhando a passos largos para um enorme aumento da população geriática haverão imensas mudanças. E não demorará muito.
Embora a mentalidade para com os velhos possa (não) mudar.
As partidas de sueca serão substituídas por poker.
Os livros serão ebooks (eu não!) e os quartos terão reconhecimento por voz para apagar e acender a luz e a box da Tv que não servirá somente para gravar. Poderemos escolher tudo, mesmo que não tenha passado. Vamos sempre preferir programas que nos façam lembrar a nossa juventude e não os da tarde, da sra Fátima.
Os andarilhos terão um mecanismo com motor que nos exercita os músculos e as bengalas serão ergonómicas. Os aparelhos auditivos serão invisíveis.
Caminhando a passos largos para um enorme aumento da população geriática haverão imensas mudanças. E não demorará muito.
Embora a mentalidade para com os velhos possa (não) mudar.
domingo, 28 de abril de 2013
sábado, 27 de abril de 2013
Avançar
Passei pelo meu antigo emprego.
A placa com o meu nome trouxe-a comigo mas queria ver se outra, com outro nome, a estava a substituir.
Continua o espaço vazio.
Fiquei com uma estranha sensação de alívio. Não sei bem porquê porque não me passa pela cabeça voltar.
Suponho que ninguém goste de ser substituído mesmo por escolha.
Não estou contente com o agora mas o antes é simplesmente passado.
Acredito que o avançar seja isso mesmo, sem ressentimentos, mas ciente de que aconteceu.
Precisava de lá passar, só para saber. E já satisfiz a curiosidade, não terei mais vontade de lá voltar.
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