domingo, 6 de dezembro de 2009

Casamento


Ultimamente as conversas sobre o casamento têm sido muito frequentes.

Dúvidas, certezas, suposições… O da igreja, na praia, num jardim com um lindo altar com uma portada de flores, o sem padre, o do cartório, o somente viver juntos. As vivências a dois, as discussões, os perdões, a paciência, o ter a certeza que é para sempre, a terapia quando as coisas os problemas são uma constante… (a parte da terapia foi controversa).

Conhecer pessoas da mesma idade que casaram, tiveram filhos, e estão na “melhor fase da sua vida” faz-nos pensar que estamos a ficar para trás. Ou estarão elas muito adiantadas?

Estou a ficar preocupada, as conversas parvas sobre trivialidades estão a dar lugar a coisas sérias (também com muitos risos pelo meio).

Estou bem como estou. Claro que pensar no futuro fez sempre parte do meu passado e presente e este assunto é inevitável. Estou a sentir-me a crescer mas tenho a certeza que o casamento, se vier, ainda demorará.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Meteorologia esquizofrénica


Este tempo não se decide. Chuva, vento, calmaria.

A única opção é ficar em casa. O que é óptimo porque o sofá, a manta, um chá (dos Açores, claro), um filme lamechas prometem um dia tranquilo. O típico dia que adoro.

Mas a tese chama por mim (as palavras do meu querido orientador ressoam na minha cabeça “Tens que começar a escrever!”);

Os relatórios chamam por mim (mas tudo o que não me apetece é formatar fotos e radiografias);

Uma apresentação grita por mim (tal como vai gritar o prof. Z.A. a fazer perguntas que não lembram ao menino Jesus).

E por falar em menino Jesus a troca de presentes está mesmo aí. Preciso de ideias. Meter-me num shopping a abarrotar torna o meu sofá o céu. A Baixa seria uma opção bastante boa se este tempo se dispusesse a resolver-se pela cura.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ânimo


Como conseguimos colocar um amigo que não está bem a sorrir?

Quando as palhaçadas e as piadas não resultam.

O recordar de situações difíceis que melhoraram não resulta.

A conversa e o simples ouvir não resultam.

O chocolate não resulta.

E agora?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

HIV


Os números agravam-se, as pessoas minimalizam o problema.

Não é um problema dos outros, não está associada a determinadas pessoas.

Há uns tempos um colega e amigo, a trabalhar, picou-se numa agulha de anestesia numa senhora que por acaso era portadora de HIV. Ainda esteve uns tempos a fazer a profilaxia, sofreu pelos efeitos adversos mas sobretudo sofremos todos pela possibilidade.

É importante pensar nestas coisas, não acontece só aos outros. Pode acontecer aos amigos, à família, a nós.

Infelizmente a sociedade recrimina esta doença e apoia outras. Será assim tão grande a diferença entre uma pessoa com SIDA de outra com uma patologia crónica como o cancro do pulmão?

Que hoje, por se falar em todos os telejornais, seja um dia para pensarmos sobre isso.

Deixo um vídeo que gostei muito :)


http://www.youtube.com/watch?v=noqonOE1bfc