sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Trocas semanais



Hoje é sexta-feira. 

Visto que amanhã é fim-de-semana devia parecer isso mesmo.

Visto que ontem foi feriado hoje devia parecer segunda.

Se amanhã começa a minha semana de trabalho hoje devia parecer domingo. 

Nota-se que estou confusa?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Efeito Placebo



Tenho um problema com medicamentos. Vários.

Detesto tomar alguma coisa. Mesmo que esteja a sofrer tomo mesmo quando já é impossível suportar. 

Quando tenho mesmo que tomar acho que faz efeito logo, imediatamente. E se demora mais de 20 minutos e não sinto o efeito acho que a coisa é mesmo grave. Hipocondríaca, eu sei.

Outras vezes, quando tenho que fazer um tratamento continuado, que naturalmente (e formação) sei que vai demorar uns dias a fazer efeito, acho que um comprimidinho é super eficaz e noto logo (no momento!) a diferença.

Sou daquelas pessoas que uns rebuçados tictac são milagrosos e fazem passar a pior maleita. O pior é que sou eu que vou à farmácia, não me consigo “enganar”.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Lyrics



Já ouvi esta música vezes e vezes sem conta. Mas só hoje vi o videoclip. Acredito que nunca lhe tinha prestado atenção por uma razão, que hoje foi o dia certo para a ouvir realmente.

Comoveu-me.

Pelos testemunhos, pelas histórias, pelo enquadramento, pela ocasião… Pelo conjunto.

Fez-me pensar outra vez. No passado, mas principalmente na imprecisão do futuro.

All you dreamers keep dreaming
And let those dreams rise into the light
Go find someone who loves you, to live those dreams through

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A minha casa tem tantas janelas



Este mês desapareci.

Espreitei por tantas janelas que me perdi no horizonte.

Quando queria voltar à minha janelinha, a esta, eram tantas as coisas que precisavam de ser contadas que me arrepiava, preguiçava e desistia. Porque todas me faziam vislumbrar um mundo diferente, tão bom, tão rico de amigos, de risos… Porque queria contar todos os pormenores, com toda a intensidade que os vivi. Resolvi ir aos detalhes mais tarde, por fases, tal como eu.

Comecemos pelo início. A janela lisboeta. Perdi-me por ruelas, sons, cheiros e calores. Tão intenso como vertiginoso (literalmente!). Reencontrei pessoas tal e qual como as lembrava. Aquelas que estão sempre lá, sempre aqui comigo.

A janela aniversariante. O meu. Deste meu cantinho. Da mamã, e de tantos mais familiares que fazem anos no Outono (haverá melhor altura?).

Depois a janela laboradeira. Como é habitual. Mau tempo que deixa a incógnita se conseguirei chegar ao destino, voar sem limitações. As complicações rotineiras.

A janela teatral veio-se intrometendo. Os ensaios toscos, os risos descontrolados, os olhares comprometedores. A estreia foi um sucesso e deixou o bichinho a moer, a carpintar, a conspirar para uma próxima.

Aos que cá vieram espreitar, voltei. Demorei mas já cá estou. Desculpem a demora.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

As probabilidades de acertar...



Ultimamente o meu pai só me faz perguntas difíceis. Como se eu tivesse uma bola de cristal…

“Sabes quem vai casar?” Não pode ser ninguém que eu esteja à espera visto a entoação dada. Basicamente pode ser toda a gente que ele conheça que não seja casada… Fácil!

“Sabes quem está cá?” Tenho que mentalmente ver todas as pessoas que conheço, cruzar com as que ele conhece, as figuras públicas e no fim ver uma razão para cá vir, nesta altura. Matemática fácil!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

S.? Presente (mas pouco).



Tenho andado desaparecida.

Comecei nos ensaios do teatro. Falta o jeito, falta o tempo, falta a prática, falta tanta coisa que nem quero pensar… 

Ando a preparar a ida a Lisboa. Só mentalmente, por enquanto, que ainda é cedo para fazer a mala. Essencialmente quero deambular, por lugar nenhum, por imensos esconderijos. Ver imensa gente. Os bons conhecidos, não os indesejáveis, os amigos, os anónimos, as multidões.

Novembro é dos meus meses favoritos. É o “meu” mês, é Outono. 

Ando num misto de sentimentos que dificilmente consigo descrever. Senti-los é bem mais fácil, fácil demais.

Ando sumida.