domingo, 30 de dezembro de 2012

Imunidades

Cuidado com os atos.

Cuidado com as palavras.

Cuidados com os pensamentos.

Quando menos esperas eles podem virar-se contra ti.

O Universo conspira consoante o que fazes, dizes, pensas. 

E mais cedo ou mais tarde descobres que também não és imune.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Geral


Não gosto de generalizações. 

É tão mais fácil não olhar aos pormenores, às individualidades.

Não consigo perceber quem generaliza de propósito, para conseguir explicar alguma coisa, invalidando outras opiniões.

Ou também quem não consegue perceber que muitas vezes a generalização é necessária porque temos que sistematizar, incluir.

Não gosto de generalizações mas faço-as. Não é algo que generalize.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Make my Wish come True


Esta é a altura de refletir. 

E desejar.

Desejos que podem nunca se concretizar mas que podem ser sonhados.

Há sonhos reais. E realidades oníricas.

Os meus melhores desejos para todos!
 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Love Actually


Se há em quem o Sozinho em Casa tenha esse efeito, para mim, o filme que me lembra o Natal é O Amor Acontece.

Só gosto de o ver nessa época, com as luzes da árvore a refletirem na tv e o menino Jesus no mesmo campo de visão.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Dos meus poemas preferidos, dos meus "autores" preferidos

 
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Ricardo Reis

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Notícias



Cheguei. Com mais de uma hora de atraso.

Consegui ir ao ténis.

Estava com imensa adrenalina que tinha que a descarregar e nada melhor naquilo que adoro e sinto imensa falta.

Conversei. Comuniquei. Senti o apoio para continuar.

A família está reunida e as conversas prolongam-se.

Programei algumas coisas. Fi-las. Não todas. Fiz outras.

Conduzi o meu carro. Buzinei. Cantei alto e dancei.

Gritei. Pus tudo em pratos limpos. Tentei perceber se era tudo sincero. Não me importei com opiniões.

Fui profissional e vesti um blazer. Está calor para estar de blazer e usar os meus óculos de sol de que já tinha saudades.  

Tive tempo para não fazer nada.

A casa continua sem decorações de Natal. Presentes estão na fantástica contagem de zero. Mas o espírito disparou a escala.

Mas amanhã será um lindo dia novamente. E se me dizem pela enésima vez que vai acabar o Mundo digo que vão morrer longe com tanto pessimismo e me deixem usufruir da minha felicidade natalícia que me visitou tão poucos anos e este se expandiu qual Big Bang.

Sejam felizes, sabe mesmo bem!

Até amanhã!
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

É de manhã que começa o dia


Estando a viver na casa da empresa tenho que a dividir dois dias por mês com outros colegas.

Tudo tranquilo porque são poucos dias, não tenho que pagar nada, já nos conhecemos e acaba sempre por haver conversa. 

Há um que é parvo até dizer chega mas tenho que o aturar. Como lhe costumo chamar, é a paciência posta a prova, a minha boa ação mensal.

Agora, pf amiguinho, não me apareças em cuecas verdes logo pela manhã a passeares-te pela casa toda e a mexeres onde não deves enquanto eu preparo a minha tigela de cereais.

Se é uma forma de sedução, esquece porque não me atrais minimamente. O alto e espadaúdo desvaneceu-se logo quando abriste a boca de trapos com a mania que és o melhor da tua aldeia.

Se fazes sem intenção tens que pensar que não estás sozinho e há valores sociais mínimos aceitáveis.

Acabei super envergonhada, com os olhos pregados a um ponto longe da criatura a contar o raio das estrelitas.

E assim começa uma semana normal na vida da S.

Weekend


Este fim-de-semana não tive fim-de-semana. Sinto-me cansada e resta saber quando o corpo o assumirá.

E amanhã (parece que já é hoje) há mais trabalho.

O que vale é que quarta-feira fico de férias e finalmente volto para casa.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Espelhos


Às vezes era bom que as pessoas se vissem como nós as vemos.
Anatomia de Grey

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pintar com Cores


O dia nasceu azul. Lindo e indiferente aos meus problemas.

Estes mantêm-se mas em menor escala porque lhes retirei importância e acrescentei clareza. Preferi manter o meu dia azul.

Pode ser uma atitude que só me vai atrasar sentimentos mas mesmo assim arrisco.

Arrisco numa vida que todos os dias me surpreende e, na maioria das vezes, me alegra. 

E, talvez por ironia, o pôr-do-sol foi maravilhoso, fotográfico, em tons arco-íridescos que fazem repensar qualquer problema.

As trapalhadas podem ser só um borrão num quadro que se pode tornar abstrato ou simplesmente o nosso quadro.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Sensibilidades



Há dias, como hoje, que mais do que nunca devia escrever.
Porque algo mau nunca vem só. 

Há dias, como hoje, que devia desabafar aqui.
Desabar e chorar.
Mas tudo o que me sai são gritos mudos num cansaço emotivo.

Há dias, como hoje, que terminam.
E amanhã, apesar das coisas não desaparecerem, a mente estará menos sensível.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Humildade


Os que apregoam os seus feitos tal peixeiras em pregão, aos quatro ventos, normalmente são ridículos soberbos.


A humildade é mais frequente nos que se podem gabar e orgulhar do seu mérito desmedido.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Boas Pessoas



Há pessoas boas demais?

Que naturalmente pratiquem o bem sem olhar o retorno imediato?

Pessoas que pensem pelo bem?

A ingenuidade confunde-se com bondade.

Pessoas que não se deixem esmagar pelo sentimento generalizado de olhar por cima do ombro ao mesmo tempo que para o umbigo?

Estaremos a tornar-nos pessoas incrédulas, desconfiadas?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Not Horrible Bosses


Acabei de apresentar a minha demissão.

Fui comunicar ao "chefe" que tinha outra proposta e que era a altura certa de arriscar.

Acho que ele já estava à espera dessa conversa há algum tempo. Afinal fui eu que lá aguentei mais tempo, naquelas condições que tanto me fizeram ter a capacidade de desenrascar. E acredito que sempre que pedia para lhe falar ele pensasse que seria o assunto.

Foi hoje. Ao fim de mais de dois anos e meio. De alguma indignação, descrédito mas alguns sorrisos.

Aceitou na maior descontração deixando em aberto a minha continuação sempre que necessite do consultório, a curto ou até um prazo maior.

Ficou feliz pela minha evolução e que tivesse aparecido algo mais benéfico para mim.

Acabo por ficar sem a minha rede de segurança que tanto me impediu de desistir mais cedo. Mas a vida de trapezista que hoje, muitos de nós levamos, impõe que a rede seja curta e sempre podemos ser acrobatas de solo ou ir para um circo melhor.

E amanhã começa a pré-aventura porque a partir de Janeiro é que será a sério. 

Um "ano novo, vida nova"  levado à letra.

Eu Cuido-me

 
Quando chego de viagem há pessoas na família que só olham para saber se engordei ou emagreci e no primeiro abraço surge um "estás mais gorda!" ou "estás mais magrinha!".

Olá para vocês também! Quanto à comida, já sou crescidinha.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Adeus


 Dizer que não gostamos de despedidas é lugar-comum.

Tento olhar nos olhos com a sinceridade do obrigada que quero tanto transmitir a quem fez com que tudo fosse maravilhoso.

Queria ter a clareza de palavras e não uma eloquência desenfreada e que articulada não faz muito sentido.

Olho o outro com o seu olhar sincero e ainda me apetece mais chorar, porque por agora é um adeus. Sei que poderá ser um até breve mas não saber o quão breve não tranquiliza.

A voz treme e quero saber o que vai nos seus pensamentos, se acha que tudo isso é um exagero. Queria saber se a base atenua o rubor da face que o calor que sinto exalar, mesmo num dia gélido.

E mesmo que não o façamos oficialmente sabemos que aquele momento é uma despedida. Independentemente do tempo. Uma falsa despedida porque sabemos que já tivemos tantas e destrói-nos sempre um bocadinho de cada vez. Para nos protegermos acabamos por  fazer como sempre nos sentimos até quando nos reencontramos, como se nada tivesse mudado.

Não gosto de despedidas.

Obrigada por tudo Lisboa!
Até breve!