domingo, 2 de dezembro de 2012

Adeus


 Dizer que não gostamos de despedidas é lugar-comum.

Tento olhar nos olhos com a sinceridade do obrigada que quero tanto transmitir a quem fez com que tudo fosse maravilhoso.

Queria ter a clareza de palavras e não uma eloquência desenfreada e que articulada não faz muito sentido.

Olho o outro com o seu olhar sincero e ainda me apetece mais chorar, porque por agora é um adeus. Sei que poderá ser um até breve mas não saber o quão breve não tranquiliza.

A voz treme e quero saber o que vai nos seus pensamentos, se acha que tudo isso é um exagero. Queria saber se a base atenua o rubor da face que o calor que sinto exalar, mesmo num dia gélido.

E mesmo que não o façamos oficialmente sabemos que aquele momento é uma despedida. Independentemente do tempo. Uma falsa despedida porque sabemos que já tivemos tantas e destrói-nos sempre um bocadinho de cada vez. Para nos protegermos acabamos por  fazer como sempre nos sentimos até quando nos reencontramos, como se nada tivesse mudado.

Não gosto de despedidas.

Obrigada por tudo Lisboa!
Até breve!

4 comentários:

  1. Que boa imagem! :)

    Vais embora de Lisboa? Ohhhhh... :(
    Mas não vás embora daqui, combinado?

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    1. Pois é, já regressei a casa.
      Foi um mês ótimo!

      Combinado :)

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  2. Parabéns pelo texto apesar de um pouco de tristeza presente no mesmo, não gosto de duas palavras que são despedidas e saudades mas às vezes são mais fortes do que nós.
    Podes sempre voltar, acho?

    Pelo pouco tempo que tive em Lisboa, apaixonei-me por essa cidade e ainda não me saiu da cabeça alguns sonhos.

    beijinhos e boa semana.

    PS: parabéns pela imagem, traz-me tão boas recordações.

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    1. O poder voltar é o que nos apazigua a tristeza do adeus :)

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