sábado, 17 de dezembro de 2011

Menos romântica?



Pela primeira vez, vi o Jerry Maguire sem chorar uma única lágrima.

Nem me lembro de quantas vezes já revi este filme e adoro-o sempre.

De uma forma inexplicável, de vez em quando, dá-me vontade de rever. E não porque me esqueci do final como é hábito, porque me apetece…

Não sou fã do Tom Cruise. Apercebi-me que em todos os filmes tem uma sequência a correr de frente para a câmara, não percebo bem porquê, até tem uma corrida meio desengonçada… A Renée parece-me sempre um bocadinho forçada em tudo o que interpreta. Para mim o melhor do filme, é o miúdo, fofo fofo fofo. E a história, pronto, aqueles “apontamentos” do “show me the money”, “you had me at hello”, “you complete me”…

E esta música completa o filme tão bem. Nos momentos certos, e aquela voz rouca…

Como eu gostaria de ser como ela, desprendida, atirar-me sem pretensões, totalmente, e ao mesmo tempo cheia de discernimento…

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Nostalgia Natalícia



Hoje não paro de pensar no passado.

O meu mano vai ter um jantar de Natal em casa de uns amigos e inevitavelmente veio-me à memória os tempos invictos.

Era em minha casa que fazíamos os nossos jantares natalícios. 

Tenho tantas saudades dos preparativos, das nossas decorações inventadas à pressa, da comidinha tão boa sempre acompanhada por aquela sangria… E não podia faltar o struddel de maçã com canela, claro.

A troca de presentes no final da noite era sempre excitante porque guardávamos tão bem segredos. No meio das gargalhadas as reacções de surpresa eram assistidas com aquela ansiedade própria do tempo a rasgar o papel de embrulho.

Já não estamos no Porto, já não fazemos jantares mas tenho-as pertinho do coração.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Planos



Já comprei a agenda para 2012.

Agora o chato deste mês é ter que andar com duas agendas.

Seria bem mais fácil fazer como toda a gente e deixar de usar agenda e começar a usar a funcionalidade do telemóvel.

Mas não consigo. Já tentei mas sinceramente sentir o papel, programar as coisas de caneta na mão têm outro sabor.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Respostas



Dou por mim a responder à mesma questão, que já é velha (já lá vai quase um ano), da mesma forma. Já nem penso.

Só agora é que me apercebi que posso já não concordar com o que estou a dizer mas já está tão mecanizada que sai automaticamente.

Entretanto tanto se passou, já tanto mudou, que tenho que repensar. Nem que seja para manter as mesmas palavras, mas sentindo-as.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Com sotaque



Há certos idiomas que associo a certos estados de espírito, a certas características. Generalizações que se apoderaram da minha mente.

Por exemplo, o italiano é-me completamente romântico. Se um mafioso me falasse ao ouvido em italiano derretia-me. Certinho direitinho. Se um alemão fizesse o mesmo talvez me aterrorizasse. Talvez não tanto mas a reacção era bem diferente. E eu adoro o look alemão.

E o francês? Uma carta de amor em francês? Ai ai… Croissant para o pequeno-almoço… 

O mesmo com os sotaques. Adoro o britânico. Toda a gente me fala mal dos ingleses. Que são frios, distantes, senhores de si. Nunca fui a Inglaterra (infelizmente), não o posso comprovar. Mas que não me importava de aquecer algum…

É pena os turistas só aparecerem por estas bandas no Verão.