Tarde de compras com a mummy. Sabe tão bem. Indecisa como sou preciso sempre de uma outra opinião e a mãe ajuda muito.
Andava já a desesperar para comprar umas sabrinas. Não encontrava nada de que gostasse. Até que me lembrei da secção de criança, afinal vai até ao 38. E lá estavam. Não como queria mas já dão para o gasto até porque não são nada infantis.
Ah e os sapatos para o casamento da minha amiga também já cá “marcham”, não literalmente porque a estreia tem data marcada mas já os tenho. Simples, bem altos mas super confortáveis.
E nada como o cliché (verídico) de que quase nada é melhor para uma mulher do que experimentar sapatos.
Resgatei o velho hábito de ir à biblioteca pública. A de cá de casa está praticamente esgotada. Guardei alguns que agora não me apetecem.
Gostei de me perder outra vez pelas estantes a tentar escolher aquele que me apetece levar para casa para me guiar durante alguns dias.
Já não ia lá há uns bons anos mas pouco mudou. Mudaram a disposição das salas, as estantes, um upgrade…
Vamos ver é se não demoro muito e termino dentro do prazo. Às vezes apetece-me saborear cada palavra, devagarinho, talvez demasiado, perder-me… Talvez os tempos (mortos) da viagem ajudem.
E os escolhidos foram: arrisquei-me com Virginia Woolf (“Os anos”). Uma estreia, espero que agradável e um diário de amor (“Diário para Eliza”) aqui para a romântica.
Sempre fui assim. Mesmo de Verão o casaco de malha segue sempre nem que na carteira. Muitas vezes não chego a usar claro. Talvez a explicação esteja relacionada com o facto de ser muito cautelosa, talvez não. Não sei.
Apercebi-me e tento evitar mas acaba por ser mais forte do que eu e segue (quase) sempre.
Como é alguém capaz de ignorar os seus princípios, os seus valores, tendo como único objectivo benefícios futuros?
Passar por cima de alguém que sempre lhe foi fiel só para obter “poder”?
Custa-me ver alguém transformar-se assim. Alguém que admirei, que foi meu amigo, que agora tem atitudes que não reconheço. Atitudes que não dignificam a pessoa que foi, que pensava que era, o seu passado. A aliar-se a uma máscara enganadora de suposta benfeitoria.
Entristece-me que o “não olhar a meios para atingir um (bom) fim” não tenha limites. Para mim tem: a minha consciência.
Ontem fui dar um passeio. Por ruas que já não passava há anos.
O ir estudar fora, quando se regressa nas férias nunca se consegue fazer tudo o que queremos, ir a todos os sítios. O espantoso é o quão perto estou de locais que já quase não reconheço. Agora que estou de volta apeteceu-me, tinha mesmo muita vontade.
Revi ruas, casas, calçadas, revivi momentos. E, de relance, vi um rapaz que já não via há mesmo muito tempo. Um por quem tive um fraquinho. Exatamente no 9º ano. Mas éramos os dois tão tímidos, os amigos faziam piorar a situação de embaraço, que as coisas nunca passaram disso mesmo.
Ele está muito diferente. Quase que não o reconhecia e vieram-me imensas coisas à cabeça: estaria eu, na altura, a precisar de mudar a graduação dos óculos?, terei ficado mais exigente?
O certo é que deu-me vontade de rir. Para melhorar a comédia acho que estava com a namorada. E não é ser mazinha mas a rapariga pareceu-me bastante com o “novo ele”.
Foi engraçado recordar o como eu era na altura. E ver as diferenças.
Acho uma piada aquelas pessoas que publicam tudo no facebook: que estão no ginásio, que estão a jantar frango em casa do amigo X, que vão ao shopping comprar sapatilhas… Qualquer dia ainda alguém se lembra que está na casa-de-banho a fazer nº2. Santa paciência!
(Adoro esta casa de banho. Um dia vou ter uma assim, preta.)
Não gosto de fazer a mala. Cada vez menos. Já fiz uma lista para ser algo sistemático, sem ser preciso pensar muito nas coisas essenciais e que não posso esquecer. Agora decidir roupas, sapatos, conjuntos é que já me aborrece. Mesmo que saiba como vai estar o tempo, que não vou ter tempo para grande coisa, para grandes passeios, sei que me vai apetecer sempre algo que não levei.
Quando era miúda e me obrigavam a mascarar, todos os anos, era sempre a mesma coisa, não tinha muita paciência.
Gosto de ver as crianças. Gosto das serpentinas e dos cofetis.
Não acho muita piada ao carnaval do Rio mas compreendo que se trate de algo culturalmente enraizado mas carnaval do Rio em Portugal, com o frio que é, tenham dó..
O que vale é que há gostos para tudo.
Tenho curiosidade em relação ao carnaval de Veneza. Esse já me parece que me agradaria mais.