terça-feira, 18 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Little Liar
Continuas a mentir quando toda a
gente já não acredita.
Continuas a arranjar desculpas
quando já sabemos que foram magicadas à pressa.
Preferia que dissesses a verdade,
mesmo que doa, porque isso é bem pior.
Só me faz ignorar-te ainda
mais.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Mailman
Estou à espera de quatro "encomendas".
Supostamente duas delas eram para chegar pelo correio esta semana. Tudo bem que
hoje ainda é dia mas normalmente não demora assim tanto.
Será que o carteiro já se
apercebeu que ando a “espreitá-lo” a semana toda e ficou com medo?
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Be Yourself
Não consigo perceber as relações em
que um dos intervenientes não é a mesma pessoa quando está com a “suposta”
cara-metade e quando está com os amigos.
Não é suposto aquela pessoa
especial gostar de nós próprios? Com todos os nossos defeitos e virtudes?
Se andamos com pezinhos de lã
para agradar como podemos ser verdadeiros? Se me apetece gritar grito, se me
apetece dançar danço, se me apetece ser inconveniente sou. Então gostas de mim
ou da minha máscara?
Deixa-te de teatros. A vida é de
um acto só!
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Hair
O espelho da minha cabeleireira é
diferente do meu. Lá o cabelo parece-me com um bom comprimento mas mal chego a
casa e olho ao meu espelho assusto-me por estar tão curto.
Ela também deve ter uns pozinhos
alucinogénios no ar condicionado. Sempre que lá entro sinto-me aventureira, com
uma vontade de mudar, sem medos. Quando volto a respirar só penso “S. Maria onde raio
tinhas a cabeça?!”.
Só espero que a minha loucura
tenha limites. Não vá ela aumentar a dose e qualquer dia apareça de cabelo
azul.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
A Visita
A A. veio. Visitar-me, com a
desculpa de vir a um congresso.
Veio no voo com o M. de quem eu
já sentia saudades de “ter” na sua essência. Mal sabia eu que nos íamos
aproximar tanto. Os três.
O reencontro após quase dois anos
foi tão natural como se nos tivéssemos abraçado no dia anterior. Não deixou de
ser sentido porque as saudades eram muitas. As conversas que se seguiram foram
igualmente cúmplices, os silêncios expressivos, quase inexistentes visto as
gargalhadas preencherem o dia. As gargalhadas e a música do rádio do carro,
cantarolada pelas duas num coro desajeitado.
O temporal dos dias anteriores
fazia agourar que não ia dar para sairmos muito. Ela já conhecia a ilha, não
era importante. Estávamos enganadas. O tempo foi de sol e calor os dias todos,
o que por cá é milagre. Brincámos que ela trouxe o bom tempo com ela, tinha
subornado S. Pedro. E agora que recomeçou o nublado habitual começo a acreditar.
Andámos muito de carro. Mesmo com
a minha condução atribulada. Mesmo com toques e riscos no carro, saltos de
passeio. Se a assustei ela disfarçou muito bem. E dava dicas (hoje já
estacionei de marcha atrás!). Mas também caminhámos muito. Muitos quilómetros
feitos.
Ficámos incrédulas com o
atendimento de alguns empregados (“lista?!”, “a entrada é paga!!!”) mas as
paisagens distrairam-nos da má-criação.
Fotografámos tudo. A natureza. Nós.
Desenvolvi bem a técnica do braço esticado. Muitas saíram desfocadas, com meia
cabeça, olhos fechados… Não nos fazia diferença. Rimos com o resultado e
voltámos a tirar. O importante era gravar o momento na memória. Tivemos a ajuda
de uns turistas italianos na melhor foto. Pelo enquadramento, pela situação,
pelo fotógrafo, pelas fotografadas. Ai aqueles italianos…
Veio o congresso. Queríamos ser
discretos, acabámos na mesa de honra. Bem que tentávamos passar despercebidos
mas vinham falar connosco, fazer perguntas, convites especiais. Estava a
precisar de ouvir “saber” e aliar isso ao aconchego dos amigos tornou-o fantástico.
Os trocadilhos, os olhares indiscretos, os risos abafados, as danças, as noites
longas que acumulavam com dias cheios. Sem dúvida que soubemos bem aproveitar.
A despedida foi rápida. Só para
quem via porque para nós, mesmo assim, foi interminável. Porque tivemos o gosto
de não ter um oceano pelo meio, de sabermos que apesar de diferentes a amizade
não muda, que os abraços são calorosos, que as palavras são completadas com
olhares.
Ainda não te tinhas ido embora e
já tinha saudades. No próximo mês voltamos a estar. Mas mesmo isso não
facilita. Mas é a isso que me agarro agora. Já conto novamente os dias.
A A. veio.
domingo, 2 de outubro de 2011
English man
O meu pai acha que vai aprender inglês
com as séries da Fox.
Está sempre a perguntar traduções
e fica todo chateado quando lhe digo que há algumas legendas que não querem bem
dizer aquilo.
Quando se põe a repetir é de ir às gargalhadas com o sotaque.
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